Bolsonaro representa risco à democracia e seria um presidente desastroso, diz The Economist

Por Metro Jornal

O jornal The Economist publicou editorial contundente a respeito de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência do Brasil na. Para a publicação norte-americana, o presidenciável é "uma ameaça à democracia".

O artigo expôs a confusão no panorama político brasileiro a dois meses das eleições. Com Lula preso e liderando as pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro vem em segundo e a aposta é que a votação vá para o segundo turno.  "A provável desqualificação de Lula é só uma das muitas razões por que essa eleição é especialmente preocupante", diz o texto.

O The Economist falou também sobre o desempenho de Bolsonaro como parlamentar. "Até recentemente, ele era um deputado obscuro, cujo principal talento era ofender", diz trecho, citando que Bolsonaro afirmou que preferia ter um filho morto do que um gay e também o episódio em que brigou com a deputada Maria do Rosário (PT) e afirmou que ela não merecia ser estuprada por ser "muito feia".

"O Senhor Bolsonaro propõe soluções brutais para os problemas de seu país. Ele acredita que 'um policial que não mata não é policial'  e quer reduzir a maioridade penal para 14 anos" escreve o The Economist.

O grande atributo do candidato, acredita o jornal, é que os brasileiros, cansados da política como está, o enxergam como um 'anti-político'. Apesar de alguns empresários estarem de olho em uma parceria, "senhor Bolsonaro seria um presidente desastroso. Sua retórica mostra que ele não tem respeito suficiente por muitos brasileiros, incluindos gays e negros, para governar de maneira justa".

 

 

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