Bienal do Livro de São Paulo: Walcyr Carrasco e Adriana Falcão discutem adaptação para TV

Por Metro Jornal

"Hoje não dá mais para dizer 'eu criei isso, essa ideia é minha"". A fala do escritor e autor de novelas Walcyr Carrasco resume bem o debate "O livro na TV", neste sábado (4), durante a 25ª Bienal do Livro de São Paulo.

A última história de Carrasco para a TV foi "O Outro Lado do Paraíso", novela da TV Globo, inspirada no livro "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas. Polêmico, ele já foi acusado várias vezes de plágio, mas se defende dizendo que não existem ideias originais atualmente e que tudo é inspirado em histórias clássicas e mitos populares.

"Dizer que é dono de uma ideia é algo muito recente e tem a ver com dinheiro. No passado não era assim; o próprio Alexandre Dumas [autor de 'O Conde de Monte Cristo'] usou outros livros como referência. 'Os Três Mosqueteiros', por exemplo, é inspirado nas memórias de um mosqueteiro chamado D'Artagnan", afirma.

É por conta disso que muitas vezes roteiristas e contadores de histórias, de um modo geral, podem se ver em meio a uma zona cinzenta entre plágio e referência. "Essa questão da autoria, eu acho que é muito relativa, porque existe a forma como você conta e esse jeito é diferente da forma como eu conto", aponta Carrasco.

A mesa também contou com a presença de Adriana Falcão, roteirista de "O Auto da Compadecida" (2000) e "A Grande Família" (2001 – 2014), série da TV Globo. Para ela, o cuidado com o plágio é sempre necessário. "Eu reassisto [minhas referências] e tomo muito cuidado para não copiar, porque a gente tem referência o tempo todo", afirma.

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