HQ Réquiem retrata vida pós-morte em que os maus são recompensados

Por Bruno Bucis/Metro Brasília
réquiem

Muitas religiões acreditam que os crimes que uma pessoa comete em vida são julgados por um tribunal após a morte. Na HQ “Réquiem”, recentemente publicada pela Mythos, porém, em vez de condenados pelos pecados, os humanos são recompensados depois da morte: quanto pior você for aqui, melhor e mais poderoso você será do lado de lá.

É neste mundo infernal que o soldado nazista Heinrich Augsburg renasce após ter morrido no front da Rússia, em 1944. Obcecado por encontrar sua namorada, ele descobre haver se tornado um vampiro – com direito a roupas de couro e cruzes no melhor estilo gótico moderno. Neste pós-vida, porém, não há espaço para suavidade: as páginas de “Réquiem” são pintadas de “sangue”.

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Baseado nesse mundo de triunfo da maldade, o roteiro criado por Pat Mills (“Juiz Dreed”) propõe um enredo em que tudo é invertido: drogas são obrigatórias; os continentes são mares de sangue, enquanto os oceanos são a terra; e as criaturas rejuvenescem em vez de envelhecer – o que gera a perturbadora imagem de uma série de bebês e crianças como os entes mais sanguinários do universo.

Todo o clima de reversão de valores é coroado pelo estilo profundamente detalhista e extraelaborado de Olivier Ledroit, que confere detalhadas camadas de traços finos e tons monocromáticos aos personagens monstruosos que povoam “Réquiem”.

Com as criaturas do bem praticamente derrotadas, a HQ mostra uma luta entre zumbis, lobisomens, demônios e outros – não pelo poder, mas pela manutenção de uma caótica individualidade: é sempre o mais forte contra… o mais forte ainda.

A publicação em grande formato e com capa dura é uma regalia necessária à qualidade visual do trabalho – a história em si pode ser pouco palatável para parte do público.
O encadernado reúne os três primeiros dos 13 volumes previstos para a história, que já teve 11 volumes publicados na Inglaterra desde 2000.

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