Wes Anderson volta ao universo da animação no futurista Ilha de Cachorros

Por Nika Kon/Metro Internacional

Ao melhor estilo das fábulas, o americano Wes Anderson tece comentários sobre temas atuais, como populismo e consciência ambiental, em “Ilha de Cachorros”, que estreia nesta quinta-feira (19) e marca a volta do diretor às animações desde “O Fantástico Sr. Raposo” (2009).

O filme abriu o Festival de Berlim, quando o Metro Jornal falou com Anderson. Leia trechos do papo.

Primeiras ideias
“Gravo tudo e escrevo um diário. Por isso, lembro de todas as discussões sobre o roteiro com Jason Schwartzman, Roman Coppola e Kunichi Nomura. Até o nome dos cachorros foram inventados no começo, mas a ideia de colocá-los em uma ilha de lixo veio depois.”

Akira Kurosawa
“Amo os filmes desse mestre do cinema e não escondo que ‘Ilha de Cachorros’ é uma homenagem a ele. Os filmes de Kurosawa que me inspiraram foram ‘O Cão Raivoso’ e ‘O Anjo Embriagado’. Gosto da poética dos filmes dele e quero acreditar que consegui canalizá-la para meu filme.”

Emoções caninas
“Você já pensou sobre como cães sorriem? Eles têm uma estrutura óssea que torna praticamente impossível que eles sorriam normalmente. Os animadores suaram para fazer nossos heróis expressarem seus sentimentos.”

Gosto pela animação
“É muito conveniente fazer animações. Você não precisa de luz especial, maquiagem, atores. Eles dublam trechos e seguem seus trabalhos. Nenhum ator tem a desculpa de que não está disponível.”

Veja o trailer do filme:

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