Livro lembra força de liderança de Nelson Mandela

Por Metro Jornal

Em meio a um ambiente de corrupção sistêmica, com políticos negando a política ou sendo aplaudidos no mundo todo por discursos inflamados, porém vazios, o recém-lançado livro “A Cor da Liberdade – Os Anos de Presidência” desperta esperança na convivência entre quem pensa diferente um do outro.

A publicação faz um relato autobiográfico dos anos em que Nelson Mandela (1918-2013) foi presidente da África do Sul, entre 1994 e 1999.

Após ficar 27 anos na prisão por combater o regime de apartheid de seu país, que usava leis para discriminar oficialmente os negros e negar-lhes o acesso a uma série de direitos civis, Mandela – cujo centenário é celebrado hoje – foi eleito o primeiro presidente sul-africano negro, no mesmo ano em que recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Sua missão, no entanto, não era fácil: o país estava profundamente dividido e, apesar de toda a dor imposta ao povo negro nas décadas de apartheid, era preciso estabelecer uma política de conciliação com os brancos para fazer a nação continuar de pé e mover-se adiante.

“A Cor da Liberdade” parte de manuscritos nos quais Mandela relembra seus desafios. Diferentemente da autobiografia “Longa Caminhada até a Liberdade”, o foco do líder nesses textos é apresentar as bases sobre as quais ajudou a estebelecer a democracia na África do Sul.

Essas memórias acabaram incompletas e foram retomadas pelo escritor sul-africano Mandla Langa, que costurou e complementou os dez capítulos deixados por Madiba com uma extensa pesquisa.

O resultado é um livro que fornece pistas para se entender as dificuldades nas quais a África do Sul se encontra hoje, mas sem negar a singularidade da condução política de Mandela, certeira na hora de unir o povo em torno de um projeto de nação. 

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