Hannah Gadsby discute limite da comédia em especial para Netflix

Por Metro Jornal

A australiana Hannah Gadsby não era uma atriz conhecida do público a não ser por sua participação na ótima série “Please Like Me” (2013-2016). Nas últimas semanas, porém, ela se tornou um dos nomes mais relevantes no debate sobre como a comédia deve se portar – tudo isso graças à crescente popularização de um especial de humor que ela apresentou para a Netflix, “Nanette”.

Outros rostos mais conhecidos da comédia já haviam feito especiais para o serviço de streaming, mas o que faz o de Gadsby especial é que fazer rir não é o seu principal objetivo. Ela quer discutir por que o humor tende a se associar com a humilhação – e como ela vinha se humilhando há anos com piadas autodepreciativas que faziam rir, mas que ao mesmo tempo a feriam.

O trunfo de Hannah é a capacidade de discutir esse tema, tão importante hoje na luta de minorias por visibilidade, ao mesmo tempo em que ainda diverte. Há piadas bem feitas, mas, principalmente, uma postura passional no discurso dela, que é coroado com cenas que mostram a solidão de sua vida. Hannah tem a coragem de se mostrar como o palha- ço que não quer rir mais de si mesmo para conseguir rir à toa.

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