Festival destaca papel das mulheres no cinema

Por Metro Jornal

Elas estão com tudo – e a seleção do 1º Festival Internacional de Mulheres no Cinema (Fim), que abre nesta quarta-feira  e segue até o dia 11 de julho, quer reafirmar a presença feminina não só na frente das câmeras, mas, especialmente, por trás da produção audiovisual brasileira.

Um dos objetivos do evento realizado por Minom Pinho e Zita Carvalhosa é dar visibilidade e fortalecer o trabalho de cineastas mulheres do país, que ainda têm dificuldade de se firmar em um mercado essencialmente masculino – segundo a Ancine, menos de 17% dos filmes lançados entre 2009 e 2016 foram assinados por elas.

Para isso, a programação exibe 28 filmes no Cinesesc e no Espaço Itaú de Cultura – Augusta, com ingressos entre R$ 12 e R$ 20. A mostra competitiva reúne seis longas conduzidos exclusivamente por profissionais femininas, como a ficção “Como é Cruel Viver Assim”, de Julia Rezende, e o docudrama “Baronesa”, de Juliana Antunes, vencedor do Festival de Tiradentes. Outra mostra , não competitiva, é “Lute Como uma Mulher”, com sete filmes em torno de temáticas de resistência.

O festival também promove uma homenagem a Zezé Motta, estrela de “Xica da Silva”, sucesso do cinema nacional. Ela estará hoje na sessão de abertura do evento, que acontece às 20h, no Cinesesc, e será seguida por uma sessão do documentá- rio “Que Língua Você Fala?”, no qual Elisa Bracher discute a adaptação de imigrantes frente a uma nova cultura. Além das exibições, o festival reúne uma grade robusta de cursos, masterclasses e debates puxados por mulheres, em torno de temas como crítica de cinema e produção de documentários. As aulas acontecem no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc com inscrições entre R$ 15 e R$ 50.

A programação completa do festival pode ser vista no site fimcine.com.br.

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