Prestes a excursionar com Os Tribalistas, Arnaldo Antunes lança o novo disco RSTUVXZ

Por Metro Rio
arnaldo antunes

No turbilhão criativo de Arnaldo Antunes, dois gêneros vinham deixando marcas acentuadas em seus últimos trabalhos: o samba e o rock. Essa dualidade acabou sendo frutífera e resultou no disco “RSTUVXZ”, que será lançado em shows nos dias 6, 7 e 8 de julho no Sesc Pinheiros.

O R se refere a rock, mas é a canção “A Samba” que abre o álbum. O pandeiro e a cuíca da música são seguidos pelos acordes da guitarra que marcam a faixa seguinte, “Se Precavê”. E, nesse vaivém, o cantor vai construindo um ziguezague entre os dois gêneros que, no entanto, não procuram se misturar.

“Pontualmente, eu já vinha compondo muito samba. Então, parti de uma ideia antiga, com um conceito fechado de fricção entre os dois gêneros. Quis reverenciar esses contrastes, apostando na afinidade entre os dois, que têm energias parecidas”, conta Arnaldo ao Metro Jornal.

Leia mais:
Cineasta sueco Ingmar Bergman é homenageado com mostra em São Paulo
Sempre discreta, Bruna Marquezine posta mensagem sobre feminismo

A aproximação entre esses universos se reflete na ficha técnica. O guitarrista Marcelo Fromer (1961-2001), com quem trabalhou nos Titãs, é creditado na composição de “Se Precavê”. Os vocais da mulher, Márcia Xavier, aparecem na delicada “Orvalhinho do Mar”, que fecha o disco.

No meio do caminho, ainda há espaço para uma releitura de “It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)”, dos Rolling Stones, em uma versão intitulada “Quero Ver Você”.

No show, Arnaldo resgata outras canções feitas nesse mesmo espírito. Entre elas, uma regravação de “A Razão Dá-se a Quem Tem”, de Noel Rosa (1910-1937), no ritmo de rock. “Tocamos bastante coisa do disco novo. Mas também tem músicas de outras épocas, sempre costurando com esse conceito de alternância.”

A divulgação do trabalho, como foi a elaboração, deve acontecer de forma rápida. Isso porque, já em julho, o cantor sai em turnê com Os Tribalistas, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown, para divulgar o segundo disco que leva o nome do trio.

“Ou eu lançava agora ou só em 2019. Como já estava com essa ideia, gravamos na correria. Mas foi tudo muito bem planejado”, garante ele.

A agenda cheia, diz o músico, é consequência de uma necessidade artística. “É o próprio desejo de expressão, de experimentar novas linguagens. Temos sempre que estar buscando essa inquietação criativa”, diz.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo