Após Com Amor, Simon, é a vez de Alex Strangelove descobrir sua sexualidade

Por Gregory Wakeman/Metro Internacional

O diretor Craig Johnson passou dez anos tentando produzir a comédia romântica “Alex Strangelove”, na qual um estudante de ensino médio luta para fazer as pazes com sua sexualidade.

Quando o serviço de streaming Netflix deu o sinal verde para a produção – que já está disponível na plataforma – não imaginava que, no meio do caminho, seria lançado o filme “Com Amor, Simon”.

Vale ressaltar que, apesar de rondarem em torno de protagonistas jovens e gays, há diferenças sensíveis entre as duas obras. Johnson, aliás, não se importa com a coincidência. Pelo contrário: ele diz que esse é um sinal de que a representação está melhorando cada vez mais nas telas.

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“Isso é algo que ainda não chegou em todas as áreas. Ainda há muito o que fazer em algumas partes do mundo, mas agora a história é diferente. A internet ainda estava começando quando eu estava no colegial. Sentia falta de uma representação gay. Eu nem sabia que isso era possível e ainda não tinha assumido minha sexualidade nem para mim mesmo”, afirma ele.

O filme acompanha os passos de Alex Truelove (Daniel Doheny). Prestes a sair da escola, ele se prepara para transar pela primeira vez com a namorada (Madeline Weinstein) enquanto curte sua popularidade na escola. Tudo muda quando ele conhece Elliott (Antonio Marziale), um adorável garoto que não esconde sua atração instantânea em Alex, que começa a se questionar se ele também poderia sentir o mesmo.

Apesar de escrito em 2008, o roteiro sofreu alterações para dar margem às mudanças de comportamento entre os jovens na última década.

“Uma das maiores mudanças foi que os estudantes se tornaram mais abertos e progressistas, e queria incluir isso. Com isso, a escola de Alex tem alunos gays e trans e é um ambiente no qual está tudo bem sair do armário. Esse não é mais um conflito externo, mas interno”, diz Johnson.

Confira o trailer do filme (em inglês):

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