François Ozon decifra os enigmas da sexualidade no filme O Amante Duplo

Por Estadão Conteúdo

Sempre preocupado com questões de sexualidade e identidade, o francês François Ozon propõe seu filme talvez mais perturbador. Em "O Amante Duplo", que estreou nesta última quinta-feira (21), Marina Vacth, que ele já dirigiu em "Jovem e Bela", de 2013, se envolve com seu psicanalista, mas faz descobertas surpreendentes sobre a personalidade dupla do (agora) companheiro.

Ozon propõe imagens que podem até soar enigmáticas – um olho numa vagina – e o relato erótico lá pelas tantas adquire contornos de horror. Mas ele mantém não só o clima como propõe um desfecho também psicanalítico, como num thriller de Alfred Hitchcock.

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Jerémie Rénier, que faz o amante duplo, é um ator conhecido dos filmes dos irmãos Dardenne – "A Criança", "O Garoto da Motocicleta", "A Garota Desconhecida". Saint Laurent, a versão de Bertrand Bonello, já lhe proporcionara um outro tipo de papel e personagem.

Em conversa com o repórter, Rénier admitiu que nenhum outro diretor explorou sua virilidade na tela. "Mas François dizia que, se não fosse assim, o filme estaria perdido".

Veja o trailer do filme:

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