Hereditário evoca clima de velório em trama que abusa do sobrenatural; veja trailer

Por Gregory Wakeman/Metro Internacional

Tudo indica que “Hereditário” será o filme de terror a surpreender as bilheterias no verão americano. O longa, que estreia nesta quinta-feira (21) no Brasil, tem sido alvo de forte atenção desde sua exibição no Festival de Sundance, em janeiro.

Ninguém está mais embasbacado com isso do que o diretor e roteirista Ari Aster. “Queria fazer um filme de horror existencial que fosse muito difícil e alienante. Meu principal objetivo era incomodar o público em um nível muito profundo, então fico um pouco chocado ao ver que esse filme acabou sugado para o mainstream”, afirma ele.

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Há um bom motivo para a histeria em torno do longa de estreia do diretor. Tudo em “Hereditário” soa absolutamente aterrorizante. A história acompanha Annie (Toni Collette), que precisa lidar com o passado de sua família após a morte de sua mãe. Nesse processo, ela descobre segredos assustadores que podem impactar o futuro de todas as pessoas que ela ama.

O plano original de Aster era bem mais simples. “Eu apenas queria fazer um filme sobre luto e trauma e sobre as coisas que me assustam.” Para isso, ele precisou afastar suas influências mais diretas, que passam por “O Bebê de Rosemary” (1968) e “Deixa Ela Entrar” (2008), para encontrar o tom único e verdadeiramente malvado de “Hereditário”.

“Queria que o filme provocasse uma forte sensação de tristeza e tivesse um clima de velório. E que fosse um drama familiar sobre pessoas lidando com uma perda inimaginável. Também queria levar a sério a dor dos personagens.”

Mais importante, no entanto, era fazer o público curtir essa dor de alguma forma. “Existe uma perspectiva mais sinistra e sádica em jogo. O riso é importante para isso. Um filme sem humor é um filme perdido, mesmo que o humor seja horrível”, conclui Aster.

Veja o trailer do filme:

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