Ópera O Cavaleiro da Rosa aborda com leveza temas como desejo e identidade de gênero

Por Metro Jornal

Dentro de sua enxuta temporada lírica, em meio a clássicos absolutos do gênero, o Theatro Municipal optou por jogar luz sobre uma obra até então pouco conhecida do público brasileiro.

Lançada em 1911, “O Cavaleiro da Rosa”, composta pelo alemão Richard Strauss (1864-1949) com libreto do austríaco Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), ganha montagem que estreia nesta sexta-feira (15) no centenário palco paulistano.

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Com ares de comédia, a ópera faz uma crítica de costumes ao narrar uma quadrilha amorosa improvável em três atos. Na trama, o nobre Barão Ochs (Dirk Aleschus) visita sua prima Marechala (Carla Filipcic) para contar-lhe sobre sua proposta de casamento à jovem Sophie (Elena Gorshunova), que pode tirá-lo da bancarrota.

Acontece que, ao fazê-lo, ele interrompe a prima durante um encontro furtivo com seu amante, o jovem Octavian (Luisa Francesconi). Ele se traveste então de mulher para despistar o nobre, que acaba encantado pela “moça” recém-apresentada. Já Octavian, por sua vez, é quem se encantará mais à frente por Sophie, armando um cenário de confusões românticas.
Na obra, o papel do amante é vivido por uma mulher travestida, como o Cherubino de “As Bodas de Fígaro”, de Mozart, proporcionando uma brincadeira de gêneros.

Com participação do Coral Paulistano, a nova montagem tem cenografia de Italo Grassi, figurinos de Fábio Namatame e iluminação de Caetano Vilela, além de direção cênica de Pablo Maritano e direção musical do maestro Roberto Minczuk, titular da Orquestra Sinfônica Municipal.

Serviço:
No Theatro Municipal (pça. Ramos de Azevedo, s/n, Centro, tel.: 3053-2090). Nesta sexta-feira (15) e dias 19, 21, 23 e 25, às 20h; dia 17, às 18h. De R$ 40 a R$ 150

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