Em novo disco, Erasmo Carlos tenta definir o sentimento mais universal da humanidade

Por Metro Rio
erasmo carlos

Prova indiscutível de amor, nos anos 1980, era presentear com o álbum de figurinhas “Amar É…”. Criado nos anos 1960 pela neozelandesa Kim Grove, a publicação continha uma série de pequenos cartões ilustrados com um apaixonado casal e uma frase romântica. As 12 faixas do novo álbum de Erasmo Carlos, “… Amor É Isso”, funcionam quase como respostas às famosas ilustrações.

“A minha inspiração foi o amor como conceito. É o amor de forma geral, que encampa tudo e é infinitamente elástico”, revela o cantor de 76 anos, que também está em cartaz nos cinemas, como ator, no filme “Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg.

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Durante o longo processo de composição do disco, o 31º de sua carreira, Erasmo mergulhou fundo nos mistérios do coração. Há oito anos, quando começou a namorar Fernanda Passos, 48 anos mais nova que ele, iniciou um relacionamento à distância: ela morava em São Paulo; ele, no Rio.

Para matar a saudade, o eterno Tremendão escrevia poemas para a amada toda manhã de domingo. “Um dia decidi musicar esses poemas, uma coisa que nunca fazia. Foi uma nova experiência para mim”, recorda-se.

O resultado é uma coletânea de canções que gravitam em torno do universo do amor. A faixa de abertura, “Convite para Nascer de Novo”, funciona como o prelúdio dessa temática.

A balada, composta por Marisa Monte, é só a primeira de uma série de músicas feita em parceria com outros grandes nomes de diversas vertentes artísticas. A extensa lista de colaborações inclui também Samuel Rosa, Marcelo Camelo, Emicida e Adriana Calcanhoto.

Até Tim Maia (1942-1998) está presente no álbum. Na bossa com ares de soul “Novo Love”, Erasmo regrava, em português, a canção “New Love”, escrita pelo Síndico, em parceria com Roger Bruno, e lançada em 1973.

Nos versos da faixa-título, o cantor se arrisca a definir o amor: “Uma alegria de luz, o orgasmo da arte, um sonho, uma ardência na alma, uma dor, uma sorte…”

O conceito preciso desse sentimento universal é difícil de dizer. Só mesmo um artista do cacife de Erasmo Carlos para tentar – e chegar bem perto.

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