Feminista ou divertido? Oito Mulheres e um Segredo gera controvérsia em Hollywood

Por Reuters

Para alguns, o filme sobre um assalto milionário “Oito Mulheres e um Segredo” é um golpe contra uma Hollywood dominada por homens. Para outros, é só uma leve distração e, para uma minoria (majoritariamente masculina) é a pior ideia de todas.

O elenco de “Oito Mulheres e um Segredo” composto por Sandra Bullock, Cate Blanchett, Rihanna, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson e a estrela em ascensão Awkwafina soma, em conjunto junto, quatro Oscars, dois Emmys, nove Grammys e cinco Globos de Ouro.

A versão da franquia de 2001 “Onze Homens e um Segredo”, estrelada George Clooney, dá força à campanha de mulheres que tentam reverter a dinâmica de poder em Hollywood.

O filme da Warner Bros., que estreia nos cinemas na sexta-feira, conta a história de Debbie Ocean (Sandra Bullock) que, após sair da cadeia, reúne um grupo de mulheres para roubar um colar de 150 milhões de dólares durante o baile anual Met Gala, em Nova York.

O filme foi idealizado muito antes de dezenas de acusações de assédio sexual contra diretores, produtores e atores abalarem Hollywood e desencadearem uma duradoura campanha por papeis mais bem pagos e com mais visibilidade para mulheres.

“A Warner Brothers fez esse filme antes de todo o movimento”, disse Sandra Bullock. “Não era tanto sobre oito mulheres, mas eles disseram que essa é uma franquia que pode continuar. E qual é uma maneira nova de olhar para a franquia? Com mulheres”.

Trailers do filme provocaram reações controversas no público. “Como destruir uma franquia clássica”, escreveu um usuário do YouTube. “As feministas estão tomando controle”, escreveu outro internauta.

“O fato de que oito mulheres estão estrelando um filme juntas parece muito grande —porque é— e poderoso, e de certa forma, político. Mas o filme é uma comédia…E é moderno e animado”, disse.

Confira o trailer:

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