13 Reasons Why: 2ª ano da série coloca personagens frente a julgamento

Por Wanise Martinez/Metro São Paulo

Poucas cenas de séries de TV mexeram tanto com a cabeça das pessoas quanto a de Hannah Baker (Katherine Langford) tirando a própria vida. Polêmico e controverso, o primeiro ano de “13 Reasons Why” rendeu um debate e tanto não apenas sobre suicídio, mas também sobre diversos outros temas, como assédio sexual, bullying e estupro. Para responder as questões que ficaram em aberto na trama, ainda que a contragosto de muitos críticos, a Netflix lança a segunda temporada do título nesta sexta-feira (18).

Os 13 novos episódios são ambientados alguns meses depois da morte da protagonista e exploram as histórias dos personagens citados pela adolescente nas fitas cassete que agora são usadas por sua mãe Olivia Baker (Kate Walsh) para processar a escola Liberty, onde Hannah estudava, e tentar provar que a jovem se suicidou por conta dos diversos abusos sofridos no local.

Enquanto enfrentam um longo e desgastante julgamento, os estudantes e professores se veem diante das consequências de suas ações, tendo de enfrentar os medos e as verdades que os cercam de todos os lados e dos quais tentam fugir desde a primeira temporada.

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Assim como nos capítulos iniciais, o personagem de Dylan Minnette, Clay Jensen, o amigo apaixonado por Hannah, continua servindo de guia para a narração feita no presente e no passado, só que desta vez ele está acompanhado pela presença da adolescente, que surge como um tipo de espírito que só ele vê e que está em busca do acerto de contas.

Tensão continua, mas roteiro é mais previsível
Ainda que menos perturbador e escancarado, o segundo ano de “13 Reasons Why” é tão intenso quanto o de estreia. A diferença aqui é que o espectador consegue imaginar o que pode acontecer a seguir já que se trata de um julgamento que tem como objetivo fazer com que os culpados paguem pelo que causaram. Só que isso não quer dizer que o caminho da justiça vai ser menos sofrido que o da prática dos crimes.

Uma das personagens que ganha mais importância agora e que vive momentos de angústia é a líder de torcida Jessica Davis (Alisha Boe). Durante os novos episódios, ela chega a ser ameaçada de morte enquanto decide se conta a verdade sobre ter sido estuprada violentamente por um dos colegas de escola – da mesma forma como aconteceu com Hannah.

“Jessica era uma garota feliz até que alguém tira vantagem dela e muda completamente o curso de sua vida”, afirmou Alisha Boe em entrevista recente ao Metro Jornal. “Foi uma experiência muito traumática para ela e isso fica claro. Espero que ajude as pessoas a pensarem mais em como nossas ações podem afetar e machucar os outros”.

A atriz esteve no Brasil na semana passada para divulgar a segunda temporada ao lado dos colegas Christian Navarro, que vive o Tony Padilla, e Brandon Flynn, intérprete do Justin Foley. Para ambos, a continuação da trama é uma grande oportunidade para falar mais sobre esses assuntos complexos e ainda considerados tabus.

“Depois do impacto dos primeiros episódios, todos nós percebemos o quanto a série poderia ajudar em uma mudança social, pelo menos dando início a conversas”, explicou Navarro. “A trama em si nunca foi só sobre suicídio, mas sobre o que acontece depois disso, como afeta a vida das pessoas, como nos tornamos pessoas por causa disso”.

Assim como no primeiro ano, a segunda parte da série da Netflix conta com alertas antes dos episódios que mostram o elenco falando sobre a importância de buscar apoio e anunciando o site 13reasonswhy.info, que reúne centrais de ajuda em todo o mundo. No Brasil, o CVV (Centro de Valorização da Vida) é indicado por meio de seu site cvv.org.br e telefone 188.

Assista ao trailer da segunda temporada:

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