Deadpool 2: anti-herói fanfarrão da Marvel prova que a segunda vez é ainda melhor

Por Wanise Martinez/Metro São Paulo

Parecia não ser possível, mas Deadpool conseguiu. Na sequência que chega às telonas nesta quinta-feira (17), o mercenário da Marvel está ainda mais ousado e divertido.

Seu intérprete, Ryan Reynolds, se entrega de vez e prova que nasceu para vestir o uniforme vermelho e proferir as insanidades quase poéticas ditas pelo personagem que conquistou um lugar no coração dos fãs das produções de super-heróis. A prova disso é que o primeiro longa, lançado em 2016, conseguiu arrecadar impressionantes US$ 783 milhões nas bilheterias.

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Na nova trama, Wade Wilson/Deadpool tenta impedir que Cable (Josh Brolin), um misterioso viajante do tempo, acabe com a vida de Russell (Julian Dennison), uma criança mutante que está revoltada com os maus tratos sofridos e quer vingança a qualquer custo. Para realizar essa complexa missão, o anti-herói decide montar uma equipe a que ele denomina X-Force, em referência direta aos X-Men. Só que nem tudo sai como esperado, afinal estamos falando do universo do Deadpool, e ele acaba tendo de improvisar.

Brolin, aliás, tem uma dinâmica muito boa com Reynolds na tela, o que rende excelentes lutas e diálogos cômicos – que, em alguns momentos, são quase monólogos já que Deadpool não tem simancol algum e fala mais que aquele homem da cobra citado há tempos pelos nossos avós.

Além do intérprete de Cable – que, vale dizer, também vive o Thanos em “Vingadores: Guerra Infinita” e, por isso, não é poupado pelo protagonista – quem também se sobressai na história é a personagem Dominó (Zazie Beetz). O poder explicado por ela apenas como “sorte” se mostra uma capacidade incrível de manipulação de eventos que resultam em algumas das cenas de ação mais legais do filme. Tudo sempre acaba bem para ela, por mais improvável que pareça, o que acaba sendo bom também para Deadpool – ainda que ele demore muito, e se estrepe bastante no meio do caminho, a acreditar que Dominó é praticamente um amuleto.

É bom destacar ainda a participação da brasileira Morena Baccarin, que volta ao papel da simpática namorada do anti-herói, Vanessa, e acaba sendo determinante (sem spoilers!) para o rumo da trama.

Apesar de se levar um pouco mais a sério que o primeiro longa, inclusive com um momento que vai deixar o espectador a ponto de chorar de tristeza (eu chorei!), “Deadpool 2” não perde o charme sarcástico e ainda ganha com o upgrade nos efeitos especiais, no maior número de personagens e na incontável gama de referências. Sobra até para a DC.

E, ao que parece, Ryan Reynolds quer mesmo usar seu atrevido Deadpool para se redimir pela lamentável primeira versão do personagem nos cinemas, em “X-Men Origens: Wolverine” (2009), e por filmes como “Blade: Trinity” (2004) e “Lanterna Verde” (2011), sempre lembrados como os piores de sua carreira. Com certeza depois das impagáveis cenas pós-créditos de “Deadpool 2”, o ator vai ganhar ainda mais pontos com o público.

Assista ao trailer do filme:

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