Segunda temporada de 3% estreia nesta sexta na Netflix com trama aprofundada

Por Amanda Queirós/Metro São Paulo

A oposição entre riqueza e pobreza ganha contornos ainda mais claros na segunda temporada de “3%”, que estreia hoje na Netflix.

Após apostar em uma história que mais parecia um game show, ao acompanhar jovens do miserável Continente durante o penoso processo seletivo para tentar um lugar no luxuoso Maralto, a nova leva de episódios da série de ficção científica aprofunda sua trama para explicar o que provocou tal divisão da sociedade.

Isso surge a partir de tramas paralelas que integram novos atores ao elenco. Maria Flor, Silvio Guindane e Fernanda Vasconcelos encarnam os fundadores do local. “Minha personagem é bem nascida e, quando o mundo começa a colapsar, faz o projeto de um Maralto aberto a todos. Ela tem uma expectativa muito mais romântica em relação a esse lugar do que ele se torna de verdade”, diz Maria.

Enquanto esse novelo da história é desenrolado, os protagonistas buscam meios de dar fim a um sistema que só aprofunda a desigualdade entre esses dois polos, enquanto eles mesmos se dividem entre lutar por um motivo pessoal ou pelo bem de todos.

É o caso de Michele (Bianca Comparato), que começa a temporada em total descrédito com o mundo. Aprovada para Maralto, a ex-rebelde se sente traída pela Causa ao descobrir que os líderes mentiram sobre o paradeiro de seu irmão (Bruno Fagundes). Ele está vivo, mas cheio de problemas por ter descoberto algo que não devia.

Outro membro da Causa aprovado no processo, Rafael (Rodolfo Valente) vira soldado e precisa cuidar para não ser seduzido pela abundância do outro lado.

Já Joana (Vaneza Oliveira), – revelação da primeira temporada – precisa aprender a ser menos personalista para tentar desbaratar o sistema a partir do Continente, onde escolhe deliberadamente ficar. “Ela se vê desafiada a confiar na Causa, e essa troca traz um acalanto. Ela estava muito dura e vai começar a se reconhecer no outro”, afirma a atriz.

Os rebeldes vão enfrentar o poder de Marcela (Laila Garin), que defende uma intervenção militar do Maralto no Continente – um eco da série sobre a realidade brasileira. “Ela é a favor disso para manter o sistema como ele é. Talvez a gente possa usar a ficção científica para falar da realidade para além do debate de direita vs esquerda, no qual é difícil de se escutar. Em ‘3%’ falamos de coisas básicas, como direito à vida e à água”, afirma a atriz.

“O roteiro desta segunda temporada questiona: de que lado você está? A gente acha que o público vai se identificar com essa polarização e radicalização intensas”, diz Pedro Aguilera, criador da série.

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