Steven Spielberg justifica a cultura pop: 'a nostalgia é muito potente'

Por Cristina Urrutia/ Metro Internacional

“Jogador nº 1”, que estreou na última quinta-feira, apresenta a história de Wade (Tye Sheridan), que escapa da realidade distópica do ano de 2045 em um jogo de realidade virtual. A morte do criador do game cria uma corrida capaz de conferir fortuna e controle da interface a quem encontrar um “easter egg”. Inspirado em um livro de Ernest Cline, o filme é recheado de referências à cultura pop que Steven Spielberg ajudou a consolidar.

Por que a cultura pop é tão poderosa?
Acredito que a nostalgia é muito potente. Ela faz com que muita gente se una para dividir uma memória, e isso, coletivamente, é um tanto confortável, especialmente quando o mundo passa por momentos não tão felizes.

Essa não seria uma forma de afastar os problemas?

Isso depende do tempo em que você fica nostálgico. Precisamos descansar da vida real. Halliday (Mark Rylance) buscava isso ao criar o jogo Oasis, porque assim não precisaria falar com as pessoas reais. Escapar é importante, mas não acho que fazemos isso às custas de resolver nossos problemas correntes.

Você se emocionou com as referências que o livro faz a seu trabalho no cinema?

Me senti muito honrado de ver quantos filmes meus Enert Cline foi capaz de incluir ali e também fiquei grato de a história não ter nada a ver exatamente comigo. A busca pelo “easter egg” foi o que realmente me interessou. Quando aceitei o projeto, sabia que não podia fazer desse um espelho de vaidades ao refletir tudo com o qual eu contribuí para a cultura pop dos anos 1980 e 1990. Ao mesmo tempo, não queria que outro diretor usasse meus filmes em outra versão de “Jogador nº 1” que não essa, então pude me envolver por completo.

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