Lollapalooza 2018: Pearl Jam faz show clássico e prova que ainda está com tudo

Por Estadão Conteúdo

Escolher a obscura "Wash My Love", do disco "Ten" (1991), o primeiro, é uma forma de o Pearl Jam atestar novamente: podemos tocar qualquer coisa do nosso imenso catálogo. Logo em seguida vêm os hits incortonavéis dos 27 anos de carreira, mas a afirmação continua forte. Outras bandas dessa idade e desse tamanho raramente se permitem variedades tão diversas.

Na metade do show da banda no Lollapalooza neste último sábado (24), que encerrou o segundo dia de festival, Eddie Vedder chama a atenção para os protestos pró-regulamentação das armas dos EUA. "Estou muito orgulhoso, porque isso precisa parar", disse, se referindo aos ataques nas escolas. "Can’t Deny" é a música que ele dedica aos jovens nas ruas de seu país.

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"É uma benção estar aqui com essa galera incrível hoje", diz em outro momento. "São tantas bandas legais. Obrigado Perry Farrell por ter inventado o Lollapalooza. Vocês estão na TV! Então vamos todos acenar para as nossas famílias", continua, em um português papal. E aí o Pearl Jam toca uma música chamada "Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town", e ninguém consegue reclamar

No palco, Vedder canta 'parabéns para você' para Perry. Uma amizade de muitos anos – e logo depois o fundador do Lollapalooza sobe ao palco para cantar "Mountain Song", da sua igualmente legendária banda Jane’s Addiction.

Logo depois, no clássico "Jeremy", também daquele primeiro disco, Vedder desce ao fosso e encontra aqueles fãs que ficaram ali por tempo demais esperando esse exato momento.

Não há muito o que falar do Pearl Jam além de tudo que já foi falado sobre a banda formada em Seattle quando muitos de seus fãs nem eram nascidos. São momentos: quando eles dedicam "Better Man" à luta contra o desmatamento na Amazônia, quando deixam a galera cantar o refrão de "Black" em uníssono, quando Mike McCready se estica nos solos.

"Vocês fizeram do Brasil a capital mundial do rock and roll", disse, ainda, numa afirmação aberta para debates. O que sabemos é que eles ainda tocariam alguns clássicos para acabar a noite – a segunda, e penúltima, do Lollapalooza Brasil 2018.

Ao final, com garrafa e copos plásticos na mão, Vedder serviu e distribuiu vinho para quem estava na grade.

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