Último lançamento da trilogia de discos póstumos de Jimi Hendrix reúne faixas inéditas

Por Metro Rio
jimi hendrix

Logo depois de terminar a gravação do aclamado álbum “Ecletic Ladyland”, em 1968, Jimi Hendrix (1942-1970) entrou inúmeras vezes em estúdio para tentar criar um sucessor à altura. No entanto, disputas contratuais com a gravadora e graves problemas com drogas impediram a conclusão dos trabalhos antes da morte do guitarrista, aos 27 anos.

Quase meio século depois, parte desse material finalmente pode ser conferida com o lançamento de “Both Sides of the Sky”, que fecha a trilogia de discos póstumos iniciada em “Valleys Of Neptune” (2010) e seguida por “People, Hell & Angels” (2013).

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Com 13 canções – incluindo 10 inéditas –, o álbum não economiza na imponência psicodélica característica de Hendrix, que toca guitarra e canta, na maioria das faixas, acompanhado por Billy Cox (baixo) e Buddy Miles (bateria), integrantes do grupo conhecido como Band of Gypsys.

Logo na primeira faixa, “Mannish Boy”, o falsete vocal, que imita o som da guitarra, funciona como prelúdio do que está por vir: invencionismos originados de processos criativos longos e espontâneos.Embora sem a perfeiçã

o musical que fez do guitarrista um dos maiores da história, o repertório segue com canções que demonstram a engenhosidade do artist

a na hora de misturar diferentes sonoridades, dominados pelo blues.Em “Cherokee Mist”, por exemplo, Hendrix apresenta um eletrizante solo de guitarra, que dura sete minutos, sem a presença de vocais.Mas não são só os acordes de um único in

strumento que incendeiam o disco. Em “Woodstock” – regravação de um hit da cantora Joni Mitchell –, é com o baixo que Jimi mostra porque, com apenas uma década de carreira, virou uma lenda.

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