Oscar 2018: mobilização pelo fim do assédio sexual deve marcar 90ª edição do prêmio

Por Metro Jornal

Vem aí a premiação mais importante da indústria cinematográfica: o Oscar, que chega a sua 90ª edição, acontece neste domingo (4). Conhecido por ser um verdadeiro espetáculo, com shows, humor e discursos emocionantes, a cerimônia que ocorre neste domingo promete mais do que apenas entretenimento.

A expectativa é de que o Oscar seja pautado pela mobilização das mulheres do movimento Time’s Up (O tempo acabou, em tradução livre), que denuncia e oferece apoio a mulheres que foram assediadas no ambiente de trabalho. A iniciativa surgiu após virem à tona diversas acusações de assédio envolvendo grandes nomes de Hollywood: o produtor Harvey Weinstein, diversos atores, como Kevin Spacey, Dustin Hoffman, James Franco e Casey Affleck, entre outros.

Leia mais:
Oscar 2018: saiba tudo sobre as indicadas da categoria de Melhor Atriz
Oscar 2018: saiba mais sobre as indicadas a Melhor Atriz Coadjuvante
Oscar 2018: saiba tudo sobre os indicados da categoria de Melhor Ator
Oscar 2018: saiba mais sobre os indicados a Melhor Ator Coadjuvante

Em premiações que antecederam o Oscar, como o Globo de Ouro e o BAFTA (British Academy Film Awards), as atrizes aproveitaram a visibilidade do tapete vermelho para vestir preto em sinal de protesto e dar voz a ativistas de diversas áreas que haviam levado como acompanhante.

Não se sabe ainda se o mesmo será feito no domingo. Em entrevistas, os produtores do Oscar pediram que a premiação foque nos filmes, e não no momento social em que estão inseridos.

Representantes do Time’s Up ainda não se pronunciaram sobre a premiação, mas foi divulgado que as atrizes não foram explicitamente orientadas a usar preto no domingo, como ocorreu nas outras cerimônias – o que não significa que não veremos um tapete vermelho em luto. O mais provável, porém, é que as celebridades, incluindo os homens, apareçam pelo menos com o broche do movimento.

Diversidade
Também se espera que a cerimônia deste ano dê continuidade ao legado da diversidade, que surgiu na premiação do ano passado.
Em 2016, após a Academia ser acusada de racista e machista por preferir indicar e premiar homens brancos, ainda que com trabalhos considerados de qualidade inferior ao de muitas mulheres e negros, a instituição passou por uma mudança. Foram aceitos novos membros na Academia, dando preferência para mulheres e membros de minorias étnicas – como negros, latinos e árabes.

Com isso, aumentou o número de indicados e vencedores dessas classes e o Oscar de 2017 ficou conhecido como “o Oscar da diversidade”.

Apesar de muitos terem dito que a mudança nada mais era do que uma jogada de marketing e que tudo “voltaria ao normal” este ano, só as indicações da 90a edição mostraram que a mudança veio para ficar: é a primeira vez que uma mulher negra é indicada para dois prêmios numa mesma edição do Oscar (Mary J. Blige, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Canção Original em “Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi”), é a primeira vez que uma mulher é indicada ao prêmio de Melhor Fotografia (Rachel Morrison, de “Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi”), Jordan Peele é apenas o quinto negro a concorrer na categoria de Melhor Direção (por “Corra!”). E tudo, graças ao talento.

Serviço:
Teatro Dolby, em Los Angeles. Domingo, 4 de março. Tapete vermelho às 20h30 e cerimônia a partir das 22h.
Quem transmite? TNT, TBS, Globo e E! (tapete vermelho)

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo