L, o Musical traz Ellen Oléria e Elisa Lucinda cantando e narrando romances lésbicos

Por Bruno Bucis/Metro Brasília

Não é um manifesto, uma comédia ou um drama. “L” é um musical que aborda a homossexualidade feminina a partir de um ponto de vista ora leve, ora denso, mas sempre muito sonoro. O espetáculo, que estreia neste sábado (6) em São Paulo após temporadas em Brasília e no Rio, reúne canções de cantoras da MPB identificadas com o tema, como Ana Carolina, Maria Bethânia e Marina Lima. No palco, as faixas são apresentadas nas vozes de atrizes-cantoras, como Elisa Lucinda e Ellen Oléria.

“L, o Musical” reúne estrelas para preencher uma lacuna no teatro brasileiro. É raro ver o amor entre mulheres como tema central de peças no país, o que instigou o diretor e dramaturgo Sérgio Maggio a desenvolver a ideia.

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A trama inédita fala sobre como as personagens lidam com seus anseios e visões do amor. Esses questionamentos se dão a partir de um triângulo lésbico criado por uma autora de telenovelas.

“Esse é um tema forte e necessário. Há poucos espetáculos sobre o amor entre mulheres. Eu mesma nunca interpretei nenhuma. Isso é uma demonstração de como a nossa dramaturgia está desatualizada em relação à realidade”, diz Elisa Lucinda.

A atriz revela ainda que o espetáculo foge da fórmula americanizada de musicais. “O roteiro não é só um pretexto para belas apresentações de canções. O tema, as vidas delas é que são o foco central da peça”, completa.

A peça marca o retorno de Ellen Oléria aos palcos, agora como atriz, após 12 anos de afastamento. Ela é também responsável pela produção sonora do espetáculo enquanto o compositor e diretor Luís Filipe de Lima (“Sassaricando”) fica responsável pela direção musical.

O elenco traz ainda as atrizes Renata Celidonio, Gabriela Correa, Tainá Baldez e Luiza Guimarães – todas com formação em musical.

“Esse é um espetáculo extremamente necessário pois ele é anti-intolerância, problema ainda muito recorrente. Eu tomei no meu coração todos os relatos de amigos e amigas que sofreram preconceito por amarem a quem amam para criar a personagem”, conclui Lucinda.

Serviço:
No CCBB (r. Álvares Penteado, 112, Centro, tel.: 3113-3651). Estreia neste sábado (6). Sex., sáb. e seg., às 20h; dom., às 18h. R$ 20. Até 26/2.

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