Projeto de graduação inaugura 'Museu de Memes' na internet

Por Lais Pagoto

“Coragem. Tem que ter coragem, né?”, desabafa Nicole Bahls, ex-panicat, em um meme. Fenômeno típico da internet, o meme pode ser uma imagem ou analogia, uma frase de efeito, um comportamento difundido, ou um desafio. E já faz parte da comunicação no Brasil. Por isso, a Universidade Federal Fluminense (UFF) criou um projeto na web chamado Museu de Memes.

A proposta é manter um site que reúna coleções, pesquisas científicas, entrevistas e artigos sobre memes para aproximar quem os produz de quem ainda não os conhece. O professor de Estudos de Mídia Viktor Chagas, um dos criadores, diz que a iniciativa não se resume à zoeira: “Os memes não são só conteúdos de humor. Muitos denotam determinada circunstância de engajamento político, campanhas feministas ou de afirmação.”

No começo de abril, atrizes como Sophie Charlotte, Alice Wegmann, Glória Pires e Camila Pitanga vestiram a camisa contra o machismo com a #chegadeassédio, que viralizou no Twitter e chamou atenção para a denúncia da figurinista Susllem Tonani contra José Mayer feita no dia do último capítulo da novela “A Lei do Amor”, da qual o ator fazia parte.

Mas não apenas de engajamento social vivem os memes. Principais produtores, os brasileiros são conhecidos no mundo por seu bom humor e a facilidade de viralizar qualquer assunto. Por isso, quando uma conta intitulada “In Portugal we don’t” (Em Portugal, nós não) começou a ganhar popularidade, internautas brasileiros se revoltaram.

O conteúdo foi considerado uma apropriação do meme “In brazilian portuguese we don’t say”(Em português-brasileiro nós não dizemos). Então, a partir de dois memes criou-se outro: a Primeira Guerra Memeal, que está resumida no site.

Além desses, clássicos como o do John Travolta confuso ou da Nazaré confusa também estão na página.

Geralmente efêmeros, os memes vieram para ficar, e qualquer um pode ajudar a aumentar a coleção do museu através do site. E, quem sabe no futuro, os memes não sejam estudados como gênero literário nas escolas?

Veja algumas das relíquias:


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