"Inside Llewyn Davis" explora a Nova York dos anos 60

Por Caio Cuccino Teixeira
Irmãos exploram a cena folk do Greenwich Village na Nova York dos anos 1960 em ‘Inside Llewyn Davis’ | Divulgação Irmãos exploram a Nova York dos anos 1960 em ‘Inside Llewyn Davis’ | Divulgação

Os irmãos Joel e Ethan Coen estão de volta à Nova York do início dos anos 1960, um ambiente que eles não visitavam desde “Na Roda da Fortuna” (1994). Esse é o pano de fundo de “Inside Llewyn Davis – A Balada de um Homem Comum”, que estreia nesta sexta-feira com Oscar Isaac na pele de um jovem músico em busca de um lugar ao sol na cena folk novaiorquina. Os diretores falam ao Metro Jornal sobre sua predileção pela película e a possibilidade de criar uma sequência de “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991).

Vocês disseram que “Inside Llewyn Davis” será o último de seus filmes rodado em película.
Joel Coen: Bem, não sabemos. É uma questão de evolução, porque não sabemos o que vamos fazer [em seguida] nem em que ponto a tecnologia vai estar quando o fizermos. É possível, admito. Certamente esse é o caminho para o qual a indústria está indo. Ainda assim, as pessoas ainda estão rodando em película. Preferimos desse modo.

É interessante como a película tem se tornado uma espécie de opção de luxo para filmagens em relação ao formato digital.
JC: As pessoas dizem isso, mas, honestamente, eu não acho que seja mais caro [rodar em película]. Acho que há uma regra no show business determinando que qualquer economia feita por causa de uma nova tecnologia deva ser absorvida pela indústria, que faz tudo custar o mesmo de antes. Realmente não acho que seja mais econômico. No entanto, talvez haja outras vantagens [no novo formato].

“Inside Llewyn Davis” se passa na mesma cidade de “Na Roda da Fortuna”.
Ethan Coen: Sim, é verdade. Nosso outro filme novaiorquino! Se passa na mesma época. Também roteirizamos mais outro que se passa na Nova York de 1962.

O quanto o período histórico em que uma história se passa é fator decisivo na hora de vocês se decidirem quanto a um projeto?
EC: Tem a ver com a identidade do projeto. Não é algo que você considera isoladamente. Você pensa na história, os personagens que vão ocupar aquele ambiente particular… É tudo uma grande mistura.
JC: Sim, é. Mas é importante. É parte do que o estimula em termos do que você pensa sobre a história.

Acredito que não há muito para onde correr quando se deseja falar de cantores folk atuando em Nova York, estou certo?
EC: Sim (risos).
JC: Muita gente nos pergunta se faríamos a sequência de algum dos nossos filmes. O único que já nos provocou interesse é um “Old Fink”, que seria [Barton] Fink em 1967, durante o “Verão do Amor”, em São Francsco, quando ele está mais velho e atua como professor na Universidade Berkeley.
EC: Estamos esperando John Turturro ficar velho o suficiente. Ninguém quer usar aquelas maquiagens, sabe?
JC: Acho que ele está quase lá.
EC: Ele está mesmo quase lá.

Essa vai ter que ser uma conversa delicada.
JC: Não, ele está dentro. Totalmente. Acho que ele vai estar de acordo com isso.
EC: Sim, mesmo [Fink] sendo uma pessoa horrível. Vamos recrutar John Goodman também. Isso tudo está em processo.

Assista o trailer:


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