"Fruitvale Station – A Última Parada", de Ryan Coogler, estreia na sexta

Por Caio Cuccino Teixeira
Michael B. Jordan encarna Oscar Grant em ‘Fruitvale Stations – A Última Parada’ | Divulgação Michael B. Jordan encarna Oscar Grant em ‘Fruitvale Stations – A Última Parada’ | Divulgação

Para seu filme de estreia, o roteirista e diretor Ryan Coogler, 27, escolheu abordar a história verídica de Oscar Grant, um jovem pai da cidade de Oakland, na Califórnia, que foi morto por um policial nos primeiros minutos após a virada do ano de 2009.

Capturada por câmeras de celular, a cena do tiro gerou uma onda de protestos e manifestações. Coogler, por sua vez, viu no episódio uma oportunidade de dividir a história de Grant com o mundo.

O resultado está em “Fruitvale Station – A Última Parada”, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, com o qual ele conquistou os dois maiores prêmios do Festival de Sundance em 2013 – de melhor filme segundo o júri popular e o júri oficial –, além do prêmio Avenir na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes.

“Tive acesso aos documentos públicos do julgamento [do caso], que foi no que baseei meu primeiro rascunho do roteiro, perfilando os acontecimentos e os personagens sob esse ponto de vista. O aspecto seguinte a que tive acesso foi a família. Tinha que abrir essa porta com ela. O que eu realmente queria fazer era contar a história pelo viés das pessoas que o conheciam melhor. No dia em que ele morreu, Oscar passou bastante tempo com a garota dele, sua filha e sua mãe. Eu queria chegar ao personagem (vivido por Michael B. Jordan) por meio dessas relações”, afirma Coogler.

O diretor explica por que decidiu abrir o filme com as imagens reais do incidente. “Minha intenção nunca foi mostrar esse vídeo, mas meus editores me fizeram exibi-lo. Estava apreensivo sobre isso porque achava que não seria necessário. Eles acharam que seria importante fazer o público saber o que aconteceu com Oscar. Ao fazê-lo, percebi que isso tocava em um monte de temas que me ocorreram durante as filmagens, sobre proximidade e como a leitura do filme mudava dependendo de você conhecer ou não a pessoa com a qual aquele fato acontece”, diz ele.

Coogler também ressaltou a importância do contato com a família da vítima para a construção do longa, que narra o último dia do personagem. “Cada membro se culpa por ter colocado Oscar naquele trem [que o levou à estação onde acabou sendo morto]. [A mãe] Wanda (vivida por Octavia Spencer) falou sobre como recomendou que ele tomasse o trem em vez de dirigir e Sophina (interpretada por Melonie Diaz) falou sobre como ela o fez sair de casa mesmo com ele querendo ficar em casa naquela noite porque estava se sentindo pouco à vontade.”

Assista ao trailer:

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