Famosos se despedem de Marly Marley em São Paulo

Por BAND
Ary Toledo conversa com o apresentador Raul Gil | Reginaldo Castro /Folhapress Ary Toledo conversa com o apresentador Raul Gil | Reginaldo Castro /Folhapress

Ary Toledo prestou as últimas homenagens à mulher Marly Marley, com quem viveu durante 45 anos, neste sábado, dia 11, no cemitério do Morumbi, na zona sul de São Paulo.

A ex-jurada do “Programa Raul Gil” e ex-vedete morreu aos 75 anos na noite dessa sexta-feira, dia 11, em decorrência de complicações de um câncer no pâncreas. Ela estava internada no Hospital São Camilo, em São Paulo, desde o dia 3 de dezembro.

Quem também esteve no velório foram os apresentadores Raul Gil e Ronnie Von, amigos de longa data da artista. Durante um bom tempo, Ary conversou com os dois e chorou ao relembrar a luta da mulher conta a doença.

Trajetória

Marly de Toledo, nome real de Marly Marley, nasceu em 5 de abril de 1938 em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

Formou-se no magistério e em pedagogia, mas nunca trabalhou nessas áreas.  Ela também estudou balé, acordeon, piano e canto. Como desde cedo mostrou gosto pelo palco, aos 17 anos já estava na terceira fila das Girls, no Teatro de Revista, na época uma legítima expressão artística brasileira. Não demorou muito para tornar-se uma vedete, o máximo no gênero e com uma característica: a primeira e única vedete que surgiu em São Paulo. A maioria das vedetes surgiram no Rio de Janeiro, na época a capital federal, onde Marly também atuou.

Na cena paulistana fez no Teatro Natal o espetáculo “Tá Rosa e não Está Prosa”, com Zeloni e Renata Fronzi, e “Precisa-se de um Presidente”, ao lado de José Vasconcelos. Depois disso também atuou em “Vai Acabar em 69”, “Pega, Mata e Come”, “Só Porque Você Quer” e “Esta Mostra Tudo”.

Com os comediantes Gibe e Simplício, Marly montou várias outras produções próprias.

Em 65, ela deixou o gênero, que já estava em outro padrão, com muitos palavrões e resvalando para a pornografia.

No teatro de comédia, a artista também teve presença marcante. Com Dercy Gonçalves fez a clássica “Dona Violante Miranda”. Também esteve em “O Cunhado do Ex-Presidente” e atuou em operetas ao lado de Vicente Celestino e Gilda de Abreu.

Mais tarde fez longa temporada com “O Vison Voador”, que teve produção sua.

Gravou várias marchinhas de Carnaval, com destaque para “Índia Bonitinha” e “Marcha da Baleia”.

No cinema atuou em comédias do Mazzaropi e mais recentemente integrou o elenco do filme “Chega de Saudade”, de Laís Bodanzky.

Na televisão, Marly Marley fez parte do elenco de inauguração da Band, onde era destaque nos programas de humor, principalmente no “Show de Mulheres”. Trabalhou também na TV Paulista (atual TV Globo), Excelsior e na Tupi.

Atuou durante um bom tempo como jurada do “Programa Raul Gil” na Record, Manchete, Band e agora SBT.

Ainda na TV Tupi, ela fez a novela “O Amor tem Cara de Mulher”. Já na emissora de Silvio Santos participou de “Meus Filhos, Minha Vida”.

Marly também esteve no gran finale da novela “Belíssima”, na Globo, onde o autor Silvio de Abreu fez uma homenagem às vedetes do Brasil, colocando em cena as remanescentes do gênero, com todas as plumas e paetês a que tinham direito.

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