Programa de aceleração apoia empreendedores do agronegócio

Por band.com.br
Executivo da Yara fala em palestra no programa Scale-Up Endeavor | Reprodução/Band
Programa de aceleração apoia empreendedores do agronegócio

Silvia e Daniel sāo sócios de uma pequena empresa que desenvolveu o primeiro equipamento feito no Brasil de ressonância magnética para o agronegócio. A máquina identifica e aponta detalhe por detalhe características de alimentos e ajuda a definir as intervenções necessárias para que eles tenham melhor rendimento na indústria.

“Indústrias que já implementaram o nosso equipamento relatam um ganho de mais de 5%, isso faz o pagamento do equipamento que ele comprou em menos de uma semana”, disse Silvia Azevedo, sócia da FIT – Fine Instrument Technology, ao Jornal da Band.

O projeto foi desenvolvido, funciona, mas a dupla precisa saber agora como lidar com o mercado como um todo. “Qual linguagem tenho que usar para falar com esse cliente e como chegar até ele forma mais fácil?”, questiona o sócio Daniel Consalter.

A notícia boa é que eles vāo receber ajuda, apoio, conselhos, dos principais especialistas do mercado com o Scale-Up Endeavor Agrotech, um projeto da ONG Endeavor, que oferece programas de aceleraçāo para empreendedores. Eles escolheram, entre 170 empresas que utilizam a tecnologia para o campo, 12 para a atual etapa do projeto. Sāo as que apresentam um perfil empreendedor e sonham grande com soluçōes inovadoras.

Durante 7 meses, CEOs e  técnicos de grandes empresas vāo dividir conhecimento com esses novos empreendedores. “[É] ingressar com mais força no ambiente, no ecossistema, de tecnologias para agricultura e agropecuária em geral”, afirmou Igor Piquet, diretor de apoio ao empreendedor da Endeavor.

Uma das  apoiadora do programa é a Yara, empresa de nutrição de planta na agroindústria. Fundada em 1905 para solucionar a fome crescente na Europa, ela tem hoje quase 15.000 funcionários em cerca de 160 países.

“Estamos aqui para  aprender com esses empreendedores quais são essas ideias inovadoras que poderiam ser disruptivas no futuro, e para pouco a pouco incorporá-las na nossa empresa e também colocar uma cultura cada vez mais inovadora dentro da Yara”, disse Lieven Cooreman, vice-presidente  da empresa.

Loading...
Revisa el siguiente artículo