Em junho, Brasil cria 9,8 mil vagas formais

Por Marcelo Ruiz
Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
Em junho, Brasil cria 9,8 mil vagas formais

O Brasil abriu 9.821 vagas formais de emprego em junho, terceiro saldo mensal positivo consecutivo. O resultado, no entanto, foi mais uma vez fortemente influenciado pelo setor agropecuário e mostra que o mercado de trabalho ainda está distante de uma recuperação mais consistente.    

Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, dos oito setores analisados, apenas dois apresentaram criação de vagas. O destaque ficou para a agropecuária, com abertura líquida de 36.827 postos, repetindo o movimento visto em maio. 

“A agropecuária é cíclica,  não é possível dizer que esse movimento vai se manter em longo prazo”, diz George Sales, professor da Fipecafi, destacando que as contratações no período foram puxadas por exportações de café, laranja e soja em um cenário de dólar mais elevado.

Já do lado negativo, as maiores perdas ficaram com construção civil (-8.963 vagas), indústria (-7.887) e serviços (-7.273). “Não é muito para se comemorar”, diz Sales.

Para o economista, esses setores devem aguardar a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, em novembro, para voltarem a contratar, além de uma redução maior da taxa básica de juros. “A nova legislação e os juros ajudam na decisão do empresário de postergar os investimentos. A crise política decreta essa decisão”, afirma Sales, que vê uma retomada da atividade apenas a partir do final do ano e em 2018.

Primeiro semestre

No primeiro semestre, houve ganho líquido de 67.358 postos, melhor para o período desde 2014. Em igual intervalo de 2016, o país havia registrado perda de 531.765 vagas.

Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, os dados mostram que “a economia dá sinais de recuperação”. “É melhor que seja gradual, em patamares menores, do que termos uma bolha. Isso nos dá a sinalização de que a economia se recupera de forma positiva”, disse.

O ministro afirmou ainda que as novas modalidades de contrato criadas com a reforma trabalhista poderão gerar cerca de 2 milhões de empregos em dois anos. 

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