Petrobras encolhe R$ 200 bilhões no 1º governo Dilma

Por lyafichmann
A acumulação de gás em águas profundas  foi descoberta em poço conhecido como Lontra | Divulgação Em quatro anos, valor da estatal caiu de R$ 380,2 bilhões para R$ 179,6 bilhões | Divulgação

A Petrobras é a empresa que apresenta a maior queda em valor de mercado durante o governo da presidente Dilma Rousseff. Envolvida em escândalos de corrupção e com problemas de caixa devido ao represamento do reajuste de combustíveis, a estatal teve uma perda de R$ 200,6 bilhões no período, segundo estudo da Economatica. No fim de 2010, estava avaliada em R$ 380,2 bilhões, valor que caiu para R$ 179,5 bilhões em 24 de novembro de 2014.

A segunda companhia com maior desvalorização é a Vale, com perda de R$ 159,3 bilhões no período.

A queda acumulada das 15 empresas analisadas é de R$ 583,2 bilhões. No mesmo período, as 15 empresas em destaque que tiveram valorização do valor de mercado cresceram R$ 460,7 bilhões.

Petróleo e gás e siderurgia e metalurgia são os dois setores com mais representantes entre as maiores quedas, com três empresas cada. O setor bancário tem dois representantes. O Santander Brasil apresentou queda de R$ 29,87 bilhões, enquanto o Banco do Brasil teve baixa de R$ 9,35 bilhões do valor de mercado no período.

Já o maior crescimento no período foi apresentado pela Ambev, de R$ 120,4 bilhões. Na segunda colocação, o Bradesco apresentou expansão de R$ 55,5 bilhões. Entre as 15 companhias com maior expansão, há três empresas de alimentos e bebidas, três de telecomunicações e duas do setor bancário.

A Economatica calculou a variação nominal do valor de mercado de 272 empresas de capital aberto brasileiras presentes no mercado.

Estatal fecha em baixa

Alternando variações de alta e baixa ao longo do dia, a Petrobras acabou fechando no vermelho nesta terça-feira. A ação ordinária caiu 1,12%, a R$ 13,28. Já a ação preferencial recuou 0,42%, a R$ 14,15.

A queda impediu um avanço maior do Ibovespa, principal índice da Bolsa, que fechou com alta de 0,28%, a 55.560 pontos.

Segundo a agência de notícias “Reuters”, os investidores ainda repercutiam notícias sobre a equipe que deve comandar a economia no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Também houve o rebalanceamento do índice MSCI para o Brasil, que movimentou os negócios, e o anúncio de novas regras para o setor elétrico.

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