Petrobras cai 4,5% e puxa queda da Bovespa

Por Carolina Santos
Petrobras informou os resultados trimestrais | Sergio Moraes/Reuters Petrobras informou os resultados trimestrais | Sergio Moraes/Reuters

Pressionado pelas ações da Petrobras, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou nesta segunda-feira em queda de 1%, a 51.256,99 pontos.

Os papéis da Petrobras caíram pelo terceiro pregão seguido, após a estatal explicar em teleconferência os resultados operacionais do terceiro trimestre e o adiamento do balanço. A ação preferencial da empresa caiu 4,55%, a R$ 12,60. A ordinária recuou 5,09%, a R$ 12,13.

Os principais executivos da Petrobras disseram que a empresa pode ter eventuais baixas contábeis proporcionais ao tamanho das propinas pagas na contratação de obras, com base em provas entregues à Justiça no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A Petrobras também informou que não cumprirá a meta de elevar a produção de petróleo no país em cerca de 7,5% em 2014, alegando atrasos na entrega de plataformas e necessidade de obras, entre outros fatores.

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Eletrobras despenca 9%

Os papéis preferenciais da Eletrobras fecharam com perdas de 9,09%, a R$ 7,30, e os ordinários perderam 7,79%, a R$ 5,21.

A estatal de energia elétrica divulgou que seu prejuízo no terceiro trimestre quase triplicou. No período, a Eletrobras ampliou prejuízo para R$ 2,7 bilhões, ante resultado negativo de R$ 915 milhões no mesmo período de 2013.

O desempenho levou seu diretor financeiro, Armando Casado, a afirmar que a estatal pode ficar sem pagar dividendos em 2014.

Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cresce 9% no 3º trimestre

A produção de petróleo da Petrobras teve aumento de 9% no 3º trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013 ao atingir, 2 milhões e 90 mil barris por dia.

Houve novo recorde em outubro, ao alcançar a marca de 2 milhões e 126 mil barris por dia, o que supera o recorde histórico de dezembro de 2010.

Já os resultados financeiros da estatal, que deveriam ter sido divulgados na última sexta-feira, serão apresentados em dezembro.

Em anúncios publicados em jornais, a estatal justifica que adiou os dados contábeis para ter mais tempo de apurar as denúncias de corrupção na empresa.

 

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