Petrobras explicará resultados na 2ª, mas números só saem em dezembro

Por fabiosaraiva
A acumulação de gás em águas profundas  foi descoberta em poço conhecido como Lontra | Divulgação Empresa anunciou que não vai divulgar dados do terceiro trimestre, o que deveria fazer por lei | Divulgação

Apesar de ter adiado a divulgação dos resultados do terceiro trimestre para o dia 12 de dezembro, por conta das denúncias de corrupção, a Petrobras informou nesta sexta-feira que fará conferência com investidores, analistas e imprensa na próxima segunda-feira.

Segundo a assessoria de imprensa da estatal, a diretoria da Petrobras prestará informações sobre o terceiro trimestre, o que não invalida a decisão de apenas divulgar os números no próximo mês.

Na quinta-feira, a Petrobras informou que vai atrasar a divulgação de seus resultados do trimestre passado, cujo o prazo expira nesta sexta-feira, para aprofundar as investigações referentes as denúncias de corrupção feitas pelo ex-diretor de Abastecimento na operação Lava Jato da Polícia Federal.

A estatal “estima” divulgar as informações contábeis no dia 12 de dezembro de 2014. Caso não consiga apresentar os dados até o fim do ano, a empresa pode incorrer na violação dos termos de emissão de seus títulos no exterior.

Segundo nota da empresa, conferência com investidores e analistas será realizada às 11h na segunda-feira. Em seguida, às 13h, haverá a entrevista coletiva à imprensa.

A estatal informou que, como é de conhecimento público, passa por um momento único em sua história, em face das denúncias e investigações decorrentes da Operação Lava Jato conduzida pela Polícia Federal, na qual o ex-diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa e está sendo investigado pelos crimes de corrupção, peculato, dentre outros.

Em nota, a empresa destaca que, diante de tal cenário, e considerando o teor do depoimento do ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa à Justiça Federal, em 8 de outubro de 2014, “quando fez declarações que, se verdadeiras, podem impactar potencialmente as demonstrações contábeis da companhia”, vem adotando “diversas providências que visam ao aprofundamento das investigações”.

A Petrobras celebrou contratos, em 24 e 25 de outubro de 2014, com dois escritórios de advocacia independentes especializados em investigação, um brasileiro, Trench, Rossi e Watanabe Advogados e, outro norte-americano, Gibson, Dunn & Crutcher LLP, tendo por objetivo apurar a natureza, a extensão e os impactos dos atos que tenham sido cometidos no contexto das alegações feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, bem como apurar fatos e circunstâncias correlatos que tenham impacto relevante sobre os negócios da companhia. Tal contratação foi recomendada pelo Comitê de Auditoria em conformidade com as práticas internacionais e autorizada pela diretoria executiva da Petrobras.

Entretanto, em decorrência do tempo necessário para se obter maior aprofundamento nas investigações em curso pelos escritórios contratados, proceder aos possíveis ajustes nas demonstrações contábeis com base nas denúncias e investigações relacionadas à Operação Lava Jato; e avaliar a necessidade de melhorias nos controles internos, a companhia não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis referentes ao terceiro trimestre de 2014 nesta data.

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