General Motors e Ford querem manutenção de IPI menor em 2015

Por lyafichmann
Salão expõe o modelo Ford Ecosport | Luiz Carlos Murauskas/Folhapress Salão expõe o modelo Ford Ecosport | Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

O presidente da General Motors para a América do Sul, Jaime Ardila, defendeu nesta terça-feira a retomada das negociações com o governo para a continuidade do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido em 2015. A elevação de sua alíquota sobre automóveis foi adiada de julho para o fim deste ano pelo governo, diante de um quadro de queda nas vendas de veículos no Brasil.

“O IPI como está hoje faz parte da indústria. Consumidor já se acostumou com ele. Se mudar, não pode aumentar”, disse Ardila, a jornalistas durante o Salão do Automóvel de São Paulo.

Sobre o mercado brasileiro como um todo, Ardila comentou que espera que o setor tenha vendas de 3,4 milhões a 3,5 milhões de veículos leves em 2014. “O mercado atinge o fundo do poço neste ano”, disse.

Questionado sobre a manutenção do benefício tributário, o vice-presidente de assuntos institucionais da Ford para a América do Sul, Rogelio Golfarb, afirmou que se trata de uma decisão necessária para permitir um planejamento adequado do setor no próximo ano.

“É importante para o planejamento, obviamente. A continuidade do IPI como está vai influenciar nas projeções de vendas para o ano que vem”, disse Golfarb. “Se for renovado (o imposto nos níveis atuais), não se cria um desafio adicional”, disse.

Segundo Golfard, a indústria automotiva da América do Sul está com cerca de 45% de sua capacidade desocupada este ano, afetada pela queda de vendas e exportações no Brasil e na Argentina. “A preocupação número um da indústria hoje é com o excesso de capacidade”, acrescentou, sem poder estimar o volume de produção ociosa.

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