Ibovespa sobe com as especulações sobre o futuro ministro da Fazenda

Por Carolina Santos
Ibovespa subiu após especulações | Divulgação Ibovespa subiu após especulações | Divulgação

O principal índice da Bovespa avançava mais de 2% na manhã desta terça-feira, em meio a especulações sobre o futuro ministro da Fazenda, após a mídia citar nomes bem avaliados no mercado como possíveis substitutos de Guido Mantega.

O quadro externo positivo corroborava a recuperação no pregão doméstico, com os papéis da Petrobras avançando mais de 3%, após queda de dois dígitos na véspera, um dia após a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Às 11h52, o Ibovespa ganhava 2,09%, a 51.5566 pontos. O volume financeiro do pregão somava 2,37 bilhões de reais.

Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 avançava com resultados melhores que o esperado de algumas blue chips, incluindo Novartis e UBS.

Em Nova York, o S&P 500 .SPX avançava 0,55%, com resultados corporativos também em foco, além de dados sobre bens de capital e o início da reunião do Federal Reserve.

Operadores ouvidos pela Reuters notaram ainda alguns agentes zerando posições vendidas e realizando lucros, enquanto estrangeiros podem começar a buscar oportunidades na bolsa, passada a eleição e com um quadro menos volátil no exterior.

“As sinalizações na segunda-feira foram mais positivas e sempre há algum crédito para um novo governo, embora no caso de Dilma esse benefício seja bem menor”, disse o operador de uma corretora em São Paulo, que pediu para não ter o nome citado.

Entre as indicações bem recebidas no mercado, estão o anúncio por Dilma em entrevista à TV Globo de que novas medidas econômicas serão tomadas a partir de novembro, depois de um amplo diálogo com setores produtivos e financeiros.

Quanto à substituição na Fazenda, saíram na mídia nomes como do presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, do ex-secretário executivo da Fazenda Nelson Barbosa, e o ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão.

“É um movimento de compra de Brasil, com o mercado especulando quem ocupará a Fazenda e esperando um bom nome, ao mesmo tempo que os preços de ativos locais ficaram baratos”, disse o gestor Joaquim Kokudai, da Effectus Investimentos.

“O mercado estava muito pessimista com a chance de reeleição de Dilma, com motivos como o desempenho fraco da economia, e quando aparece a possibilidade de vir uma inesperada notícia boa, como Meirelles na Fazenda, o mercado corrige”, avaliou.

As ações da Petrobras mostravam algum alívio, com as preferenciais em alta de 3,64% e as ordinárias ganhando 3,3%.

Também repercutia notícia do jornal O Estado de S.Paulo, de que o governo federal está perto de conceder um reajuste nos preços de combustíveis para a companhia.

A equipe do BTG Pactual acha que um aumento é improvável nesse momento e mesmo se vier seria bem pouco e não deveria trazer grande impacto no preço da ação. “Se não reduzir investimento (capex), achamos que a piora do balanço continua mesmo com paridade de importação.”

Ainda entre as estatais, Eletrobras e Banco do Brasil também estavam no azul.

A queda do dólar frente ao real, enquanto isso, amparava a correção de baixa em papéis que ocuparam a ponta de alta na véspera, com destaque para o setor de papel e celulose e outras exportadoras, enquanto ajudava Gol.

No caso de Klabin, a empresa também reportou queda de 96 por cento no lucro líquido na comparação anual, diante de maiores perdas com variações cambiais.

Ainda da safra de balanços, Duratex subia apenas 0,61% após o lucro do terceiro trimestre cair pela metade ante igual período do ano passado, sob o peso de vendas fracas e maiores despesas operacionais e financeiras.

Após o fechamento do mercado, CCR, que estava entre as maiores altas do índice, e Cielo divulgam seus números.

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