Desemprego em setembro fica em 4,9%, menor taxa para o mês desde 2002

Por Carolina Santos
Desemprego é o menor para o mês em 12 anos | Arquivo Desemprego é o menor para o mês em 12 anos | Arquivo

Com a menor procura por vagas de trabalho, a taxa de desemprego do Brasil caiu para 4,9% em setembro, ante 5% em agosto, segundo pesquisa do IBGE (Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado foi o menor para meses de setembro desde o início da série histórica, em março de 2002. A pesquisa abrange seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.

“A redução da taxa está associada à queda na procura por emprego, ou seja, a taxa cai porque há menos pressão sobre o mercado de trabalho”, disse a técnica do IBGE Adriana Berengui. A população desocupada, que contabiliza pessoas desempregadas em busca de trabalho, chegou a 1,183 milhão de pessoas, perda de 3,1% ante agosto. Sobre igual mês do ano passado, a queda é de 10,9%.

O rendimento médio real subiu 0,1% no mês passado sobre agosto, segunda alta seguida, chegando a R$ 2.067,10. Em relação a setembro de 2013, a renda avançou 1,5%. Em agosto, havia mostrado alta mensal de 1,7%.

Apesar de taxas de desemprego em níveis historicamente baixos, o mercado de trabalho dá sinais de perda de vitalidade com o enfraquecimento do nível de atividade da economia. A criação de vagas formais em setembro foi a pior para o mês em 13 anos, segundo dados do Ministério do Trabalho.

“A taxa de desemprego é uma informação positiva, mas é preciso olhar de maneira mais ampla. Há setores importantes demitindo, como indústria e construção, e há notícias mais negativas sobre serviços, que é o que mais emprega”, disse à “Reuters” o economista da Tendências Rafael Bacciotti. Ele estima que taxa deve encerrar o ano em 4,9%o na média, mas subirá para 5,4% em 2015.

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