Com fator eleições, ações da Petrobras sobem mais de 30% desde março

Por fabiosaraiva
Ações preferenciais acumulam alta de 32% desde março deste ano | Danilo Verpa/Folhapress Ações preferenciais acumulam alta de 32% desde março deste ano | Danilo Verpa/Folhapress

Com o fator eleições, os papéis da Petrobras acumulam uma alta de mais de 30%, compensando possíveis perdas com notícias negativas relacionadas à estatal. De 17 de março, quando saíram as primeiras pesquisas  eleitorais desfavoráveis ao atual governo, até esta quarta-feira, as ações preferenciais da empresa subiram 32,1% e as ordinárias, 33,52%.

“No início, os papéis estavam a R$ 12, chegaram a R$ 24 (no começo de setembro) e agora estão a R$ 16”, afirma Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Corretora. O atual patamar, de R$ 16,  está próximo ao visto no início deste ano.

Operadores e analistas têm manifestado insatisfação com a gestão do atual governo, e resultados de pesquisas sugerindo manutenção ou alternância de poder têm refletido na Bolsa.

“Nos últimos meses, as ações têm sido influenciadas pelo fator eleições. E isso não é restrito à Petrobras, outras estatais também estão sendo afetadas”, afirma  Cardoso.

Na terça-feira, a agência de classificação de risco Moody’s cortou a nota da dívida da Petrobras em real e em moeda estrangeira, citando o alto endividamento por causa da importação de petróleo. A classificação caiu um degrau, de “Baa1” para “Baa2”.

Apesar disso, as ações da Petrobras operaram nesta quarta em alta a maior parte do dia. No meio da tarde, no entanto, a tendência se inverteu, e os papéis acabaram fechando em queda.

A ação preferencial caiu  0,42%, a R$ 16,61. O papel ordinário teve desvalorização de 0,86% no dia, a R$ 16,05.

Para Cardoso, o mercado deve continuar bastante volátil até a semana que vem, independentemente do resultado das eleições de domingo. Ele avalia que ainda não é claro o que os dois candidatos pretendem fazer em relação à gestão das estatais.

No longo prazo, diz o especialista, os papéis da Petrobras continuam sendo um bom investimento. A principal razão é a camada do pré-sal, que deve ampliar a capacidade de produção da empresa. “A empresa está investindo em refino, e no futuro terá capacidade maior de extração. Com isso, ela reduzirá a necessidade de importação”, afirma.

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