Mantega não descarta aumento da gasolina, mas diz que decisão cabe à Petrobras

Por Nadia
Etanol é mais competitivo em SP, PR e GO | Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress Mantega afirmou que ainda pode haver reajuste do combustível | Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou em aberto nesta quarta-feira a possibilidade de reajuste nos combustíveis praticados pela Petrobras neste ano, mesmo com a redução no preço do petróleo no exterior e o fim da defasagem de preços da gasolina no mercado interno.

“Havia defasagem e agora não há. O preço da gasolina está mais alto, então a Petrobras está ganhando com isso. Mas isso não significa que não haverá aumento. Isso é uma decisão da empresa”, disse Mantega, que também é presidente do Conselho de Administração da estatal.

Na terça-feira, o Credit Suisse divulgou relatório apontando que a gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis agora está mais cara que a média dos valores praticados no mercado externo, em função da queda acentuada do preço do petróleo.

O documento mostrou que o preço da gasolina no mercado internacional estava 1% mais baixo do que os valores no mercado doméstico brasileiro. Em 25 de setembro, os preços internacionais estavam 24,3% acima dos preços do combustível no mercado doméstico.

Mesmo diante do fim da defasagem, uma fonte do governo disse à “Reuters” que a decisão de elevar os preços da gasolina ainda neste ano estava mantida. Isso porque há a necessidade de melhorar o caixa da Petrobras. A discussão sobre o reajuste da gasolina ocorre em meio ao cenário de inflação elevada.

Papéis da Petrobras recuam 7%

As ações da Petrobras despencaram 7% e puxaram nesta quarta a queda de 3,24% do Ibovespa. O principal índice da Bolsa brasileira fechou aos 56.135,27 pontos.

O mercado esperava pesquisas eleitorais, que foram divulgadas após o fechamento da sessão. Dados ruins no exterior que apontam para uma desaceleração do crescimento global também afetaram a Bolsa brasileira.

Os papéis preferenciais da Petrobras caíram 6,93%, a R$ 20,15. As ações ordinárias tiveram perda de 6,86%, a R$ 19,02.

Também influenciaram a queda da Bolsa as ações das estatais Banco do Brasil e Eletrobras, além dos papéis dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco. As quatro empresas e a Petrobras têm grande peso sobre o Ibovespa.

No mercado de câmbio, o dólar comercial teve a segunda alta seguida, de 2,38%, cotado a R$ 2,458 na venda. É a maior alta percentual diária desde 21 de agosto de 2013, quando a moeda norte-americana subiu 2,39%. 

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo