Criação de empregos atinge menor nível para mês de setembro

Por lyafichmann
Novo serviço foi lançado na quarta-feira pela Caixa |  Letícia Moreira/Folhapress Criação de empregos atinge menor nível para meses de setembro em 13 anos | Letícia Moreira/Folhapress

O Brasil abriu 123.785 vagas formais de emprego no mês passado. Foi o pior resultado para setembro desde 2001, quando as contratações somaram 80.028.

Os números do mês passado representam uma alta de 6,8% em relação a agosto (115.860 vagas), mas uma queda de 41,35% sobre setembro de 2013 (211.068 vagas). Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho.

No acumulado do ano até setembro, a geração de emprego somou 730.124, 30% a menos do que a abertura de 1,038 milhão de vagas em igual período de 2013.

Apesar da queda, o governo manteve a previsão de abertura líquida de 1 milhão de vagas neste ano. Segundo o ministro Manoel Dias, a criação de empregos formais no mandato da presidente Dilma Rousseff vai “beirar” seis milhões de vagas. Até setembro deste ano, foram gerados 5,78 milhões de empregos formais.

“Alguns setores que não vão bem. Não podemos viver no mundo diferente do restante do mundo”, afirmou Manoel Dias.

Na comparação anual, todos os setores de atividade mostraram diminuição na contratação líquida de trabalhadores em setembro. A construção civil empregou 8.437 trabalhadores em setembro, ante 29.779 em igual período do ano passado, sem ajustes, enquanto o setor serviços admitiu 62.378 pessoas no mês passado, frente a 70.597 em setembro de 2013.

Apesar de também mostrar queda nas contratações na comparação anual, a indústria de transformação interrompeu em setembro uma sequência de cinco meses registrando demissões líquidas. No mês passado, abriu 24.837 vagas formais, ante 63.276 admissões sobre um ano antes.

O setor da agricultura continuou registrando demissões líquidas em setembro, de 8.876 trabalhadores, contra 10.169 dispensas em igual mês do ano passado.

O mercado de trabalho vem mostrando perda de fôlego, apesar de continuar mostrando baixos níveis de desemprego. Em agosto a taxa de desemprego atingiu 5%.

Economistas consultados pelo Banco Central continuam vendo a economia brasileira debilitada, projetando uma expansão do PIB de 0,28% neste ano.

Vendas no varejo

As vendas no varejo subiram 1,1% em agosto sobre julho, maior avanço em um ano, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Não dá para falar ainda em recuperação. As famílias consumiram mais em agosto após alguns meses de demanda reprimida”, disse a coordenadora da pesquisa no IBGE, Juliana Vasconcelos. Na comparação com agosto de 2013, as vendas recuaram 1,1%.

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