Petrobras cai 11,17% e arrasta a Bolsa; dólar atinge R$ 2,45

Por lyafichmann

As ações preferenciais da Petrobras fecharam o pregão desta segunda-feira em baixa de 11,17%, cotadas a R$ 18,60. A queda da estatal ajudou a derrubar o Índice Bovespa, terminando o dia com recuo de 4,52% – maior queda percentual diária em três anos. O dólar, que costuma oscilar em direção oposta à da Bolsa de Valores, seguiu sua lógica e subiu para R$ 2,45, alta de 1,69% em relação à cotação da última sexta-feira.

O nervosismo no mercado financeiro é uma reação à última pesquisa eleitoral do Datafolha, divulgada no início da noite de sexta-feira, após o encerramento das operações do mercado.

Segundo a pesquisa, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ganhou três pontos percentuais no rally presidencial, passando de 37% para 40% nas intenções de voto dos eleitores.

Já a candidata Marina Silva, do PSB, segunda colocada, perdeu três pontos, caindo de 30% para 27%. Aécio Neves, do PSDB, subiu um ponto, de 17% para 18%.

Analistas e operadores financeiros entenderam o movimento como o PT mais perto da vitória, e isso, segundo eles, não é bom para os papéis da Petrobras, que vem enfrentando denúncias de corrupção envolvendo integrantes do governo Dilma. O mau humor começou cedo e se arrastou por todo o dia.

Quadro internacional?

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, analisou a queda da Bolsa de Valores e das ações da Petrobras, além da elevação do dólar, justificando que nas últimas semanas tem havido volatilidade maior no mercado em função da espera do aumento da taxa de juros pelo FED nos EUA e instabilidade no cenário internacional por conta de vários países.

“Tanto a Bolsa quanto o câmbio no Brasil são mais rápidos em ir quanto voltar, porque temos mais liquidez no nosso mercado, de modo que nosso mercado futuro amplifica os movimentos internacionais”, disse.

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