Anatel abre propostas para faixa ‘mais popular’ do 4G

Por Nadia
Quanto mais espectro de frequência, mas capacidade de serviços | Divulgação Quanto mais espectro de frequência, mas capacidade de serviços | Divulgação

Nesta terça-feira, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) promoverá uma rodada de análise e julgamento das propostas para os lotes oferecidos na licitação da faixa de 700 MHz. Essa frequência é considerada “mais popular”, pois oferece aumento da cobertura, com alcance até quatro vezes maior que a de 2,5 GHz atual, a um custo menor. As operadoras Vivo, TIM, Claro e Algar se cadastraram na semana passada para participar. Oi e Nextel optaram por ficar fora da disputa.

As ausências significam menos concorrência e, consequentemente, ofertas menores. Cada uma das três operadoras deverá arrematar um lote nacional. Especialistas dizem acreditar que talvez o quarto lote, que é nacional, mas não cobre as áreas da Sercomtel (região de Londrina, no Paraná) e da Algar (municípios do interior de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais), não tenha recebido ofertas.

Atualmente, as empresas operam no 4G com a frequência de 2,5 GHz, leiloada pelo governo federal em 2012, em uma disputa que levantou R$ 2,93 bilhões e teve ágios que chegaram a 67%. Mesmo assim, participam do leilão porque quanto mais espectro de frequência uma empresa tem, mais capacidade ela terá para oferecer serviços de banda larga móvel a partir de 2019, quando a nova faixa entra em operação.

A expectativa do governo federal para o leilão de amanhã é de arrecadar pelo menos R$ 7,7 bilhões com a venda de todas as licenças. Caso não haja oferta pelo quarto lote, esse valor poderá não ser atingido, e ele retornará para o governo para ser leiloado em um segundo momento. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pretende realizar até junho do ano que vem leilão de sobras de faixas de frequência que não foram arrematadas em leilões anteriores ou que foram devolvidas.

O 4G no Brasil

O conceito 4G vai muito além de telefonia móvel, já que não pode ser considerada apenas uma evolução do 3G. Os grandes atrativos do 4G são a convergência de serviços, até então somente acessíveis na banda larga fixa, além da redução de custos e investimentos para a ampliação.

A atual faixa de 2,5 GHz já está em operação no Brasil, mas sua cobertura é menor e mais cara porque precisa de mais antenas. Celulares e tablets trazidos dos Estados Unidos e da Europa não funcionam aqui, como o Apple iPad 3, Apple iPad 4, Apple iPad mini e iPhone 5, que só funcionam em 700 MHz.

Da Apple, somente o novos iPhone 6, iPhone 6 Plus, iPhone 5S (modelo A1457) e 5C (A1507) são compatíveis com o atual 4G brasileiro (banda 7). Dos modelos do Samsung Galaxy S5,  só o SM-900F funciona.

Especialistas dizem que  na faixa de 700 MHz, aparelhos importados dos EUA e da Europa funcionarão normalmente no Brasil. 

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