Equipe econômica reduz pela metade previsão de crescimento do PIB

Por Tercio Braga
Mesmo com a queda do PIB, as projeções para a economia continuam mais otimistas que as do mercado financeiro | Divulgação Mesmo com a queda do PIB, as projeções para a economia continuam mais otimistas que as do mercado financeiro | Divulgação

Pelo terceiro bimestre seguido, a equipe econômica reduziu a previsão oficial de crescimento da economia. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, divulgado a cada dois meses pelo Ministério do Planejamento, a estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) caiu de 1,8% para 0,9%.

A estimativa para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 6,2%. Apesar da alta do dólar, o relatório prevê que a taxa média de câmbio fechará 2014 em R$ 2,29, sem mudança em relação ao documento anterior.

Apesar de o relatório ser divulgado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para a economia são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Os parâmetros são usados para projetar as receitas e as despesas do governo nos próximos meses.

Mesmo com a queda do PIB, as projeções para a economia continuam mais otimistas que as do mercado financeiro.

Banco Central

Segundo a última edição do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado acreditam que o PIB crescerá apenas 0,3% em 2014 e que o IPCA encerrará o ano em 6,3%.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, publicada semanalmente pelo Banco Central, este ano, está em queda há 17 semanas seguidas, desde junho último. Para 2015, a projeção caiu de 1,04% para 1,01%.

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