A cada 15 segundos alguém tenta um golpe com documento extraviado

Por Tercio Braga

Tem sido cada vez mais frequente a modalidade de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor, a cada 14,8 segundos do mês de julho um consumidor foi vítima de tentativa de fraude no Brasil após ter seus documentos roubados por golpistas, que usam os dados pessoais para fazer negócios ou obter crédito para não pagar as dívidas.

Isso acontece porque é comum que as pessoas forneçam seus dados pessoais em cadastros na internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites.

Além disso, os golpistas costumam comprar telefone para poderem ter um endereço e, assim, comprovar residência, por meio de correspondência. Com isso, eles conseguem abrir contas em bancos para receber  talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome das pessoas que tiveram seus documentos extraviados.

O que fazer arte clonagem

 

Em caso de clonagem, saiba o que fazer:

1) Assim que tiver suspeita do uso indevido dos seus documentos pessoais, registre o Boletim de Ocorrência pessoalmente em uma delegacia estadual. Faça uma busca no site do órgão de segurança pública do seu Estado e identifique qual unidade/distrito policial atende a região em que você reside. Em alguns estados, o Boletim de Ocorrência também pode ser registrado pela internet.

2) Registre, por telefone ou pela internet, o alertas de documentos roubados, furtados, extraviados, perdidos ou clonados no SPC (www.spcbrasil.org.br) e na Serasa (www.serasaexperian.com.br). Quanto à Serasa, o alerta feito pelo site ou por telefone é provisório. Ou seja, para que seu alerta torne-se permanente, você deve encaminhar, em até 48 horas, a cópia do Boletim de Ocorrência e dos outros documentos solicitados, por fax à unidade central ou levá-los pessoalmente nos postos de atendimento. Se essa determinação não for cumprida, o seu alerta será cancelado.

Os documentos necessários para o registro dos alertas são os originais e as cópias do Boletim de Ocorrência e dos seus documentos pessoais.

3) Entregue uma cópia do Boletim de Ocorrência ao seu banco.

4) Se você receber fatura de cobranças em seu nome, entre imediatamente em contato com o responsável, explique a situação, diga que não reconhece o débito e anote o protocolo. Em alguns casos, será necessário ir pessoalmente ao local para entregar cópia do BO e carta de próprio punho.

5) Após esses procedimentos, seu CPF estará ‘sob suspeita’. Portanto, para qualquer solicitação de crédito, cartões, abertura de crediários ou financiamentos, por exemplo, você terá de mostrar o Boletim de Ocorrência, os documentos pessoais e um comprovante de endereço.

Vítima já pode receber torpedo de alerta

A Vivo, em parceria com a Serasa Experian, oferece o Vivo Alerta CPF, que envia um SMS (torpedo) sempre que alguma empresa ou instituição fizer consultas ao nome ou documento do usuário.

Exclusivo para os 79,4 milhões de clientes da operadora no país, ele também emite mensagens no caso de surgir pendência financeira relacionada ao usuário ou se o nome dele deixar de constar no cadastro como devedor. O serviço também ajuda a prevenir contratempos para quem perde ou tem documentos roubados.

O consumidor consegue identificar se foi ele mesmo que estava buscando crédito naquele momento ou se está sendo vítima de uma fraude.

Caso não tenha sido ele o autor da ação, deve imediatamente fazer um boletim de ocorrência (pode ser on-line) e informar a Serasa sobre a ocorrência. O procedimento é o mesmo para o caso de roubo ou perda de documentos.

 

 

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