Projeção de crescimento da economia cai pela 15ª semana seguida

Por Carolina Santos
Montadoras de veículos temem desaquecimento | Pedro Serapio/Futura Press Montadoras de veículos temem desaquecimento | Pedro Serapio/Futura Press

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira, este ano, continua em queda. Pela 15ª semana seguida, a pesquisa feita pelo Banco Central (BC) indica desaceleração. Desta vez, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,52% para 0,48%.

Para 2015, a estimativa segue em 1,1%. Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

Superavit

A estimativa das instituições financeiras para a queda da produção industrial passou de 1,70% para 1,98%, este ano. Para 2015, a projeção de crescimento caiu de 1,70% para 1,50%.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 2,17 bilhões para US$ 2,41 bilhões, este ano, e de US$ 8 bilhões para US$ 8,5 bilhões, no próximo ano.

A perspectiva para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 81,8 bilhões para US$ 81,2 bilhões, este ano, e segue em 2015 em US$ 75 bilhões.

Dólar

A projeção para a cotação do dólar caiu de R$ 2,35 para US$ 2,33, ao final deste ano, e de R$ 2,50 para R$ 2,49, no fim de 2015. A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 60 bilhões neste ano e passou de US$ 55 bilhões para US$ 56 bilhões, no próximo ano.

A previsão das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 34,94% para 35%, em 2014, e de 35% para 35,04%, em 2015.

Para mercado, IPCA será de 6,29% no ano

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, Amplo), subiu de 6,27% para 6,29%, este ano, de acordo com o Banco Central (BC). Para 2015, a estimativa segue em 6,29%.

Na última sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPCA chegou a 6,51% em 12 meses, encerrados em agosto, acima do teto da meta, que é 6,5%. O centro da meta de inflação é 4,5%.

A pesquisa também traz as expectativas para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), de 3,65% para 3,80%, este ano, e de 5,53% para 5,52%, em 2015. Para o IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado), a estimativa foi mantida em 3,81%.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo