Apple lança iPhone 6 e aposta em dois modelos de tela grande

Por lyafichmann
apple-loja-eletronico-tecnologia-celular Spencer Platt getty images Novo aparelho, ainda sem nome, terá NFC e software de monitoramento de saúde | Spencer Platt/Getty Images

A Apple lança nesta terça-feira, durante a conferência IFA de produtos eletrônicos, em Berlim, o novo iPhone. Ainda sem nome definido e cercado de rumores, como nos lançamentos anteriores, o aparelho deverá atender a uma demanda dos consumidores para posicionar o iPhone entre dispositivos de tela grande, fazendo concorrência com outros fabricantes dos chamados “phablets”.

“Os consumidores têm pedido uma tela grande basicamente porque o smartphone está substituindo os computadores”, diz Leonardo Munin, analista de mercado da IDC Brasil. “A leitura em telas pequenas é dificultada, a experiência de uso em telas maiores fica muito melhor”.

Ele diz que a Apple tem observado que usuários que migravam para outros aparelhos, como o Galaxy, da Samsung, não voltavam em função do tamanho da tela, que nos concorrentes tem mais de 5 polegadas. A solução será lançar versões com 4,7 e 5,5. Hoje a maior tela da Apple tem 4 polegadas.

Munin acredita que o “iPhone 6”, como vem sendo chamado, poderá representar uma mudança no mercado global de smartphones. “A Apple está antenada para essa situação para entrar na briga dos lançamentos de tela grande”, diz. “Existe um crescimento muito grande nessa categoria”.

Captura de Tela 2014-09-07 às 19.25.24Preocupação com a saúde

Uma das novidades do novo iPhone é o Health Book, que mede, por meio de sensores, passos, oxigenação do sangue e outros índices de saúde. “É a forma de a Apple dizer ‘Estamos preocupados com você, com uma saúde melhor, para que você conheça seu estado de saúde’”, diz Munin.

A Apple deve ainda adotar a tecnologia NFC (Near Field Communication, ou comunicação de proximidade de campo). Com ela, é possível transferir arquivos pela aproximação entre dispositivos e realizar pagamentos com o celular – ou o carregamento de Bilhete Único, como ressalta Munin. “Não é ainda algo tão importante no Brasil, embora deva crescer, mas no mundo é relevante”, diz.

“O que o consumidor espera, ao pagar o preço dos aparelhos da Apple, é ter as últimas tecnologias disponíveis”.  A empresa ainda não tinha o recurso nos seus dispositivos.

Valor

Munin diz que, embora não seja ainda oficial, o preço do novo iPhone não deve seguir o padrão de lançamentos da Apple. A empresa costuma reduzir o valor da versão anterior e vender o aparelho novo pelo valor antigo. “O preço do iPhone 5s deve cair”, diz. Embora ainda não exista uma previsão para o novo aparelho chegar ao Brasil, o analista acredita que o lançamento deve acelerar as vendas de versões como o 5s ou 5c.

Empresa aposta em relógio  inteligente

A Apple lança, também nesta terça, um relógio inteligente, ainda sem nome. Com cerca de 4 milhões de dispositivos já vendidos no mundo em 2014, o que deve gerar um crescimento de 141% com relação ao ano passado, os chamados “wearable”, como relógios e óculos inteligentes, podem tornar-se uma tendência.

Entretanto, na visão de Leonardo Munin, da IDC Brasil, o preço dos produtos e a adoção relativamente lenta pelos usuários ainda são obstáculos para o segmento. “Os ‘wearables’ devem ganhar espaço no mercado mas no Brasil ainda vai levar algum tempo para se consolidarem”, diz.

Segundo o analista, outra dificuldade é o fato de que os produtos são uma espécie de acessórios de moda, e ainda precisam atender à demanda dos consumidores. “O que poderemos ver são parcerias entre fabricantes tradicionais de óculos ou relógios e empresas de tecnologia para o desenvolvimento de produtos mais aceitáveis como acessórios”, aposta Munin.

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