Produção de veículos cai 22,4% no Brasil em agosto, diz Anfavea

Por Tercio Braga
No acumulado dos oito meses do ano, houve uma queda de 18% em comparação com igual período de 2013 | Roosevelt Cassio/Reuters No acumulado dos oito meses do ano, houve uma queda de 18% em comparação com igual período de 2013 | Roosevelt Cassio/Reuters

A produção de veículos, comerciais leves e veículos pesados no Brasil despencou novamente. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em agosto foram produzidas 265,9 mil unidades – uma retração de 22,4% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Já em relação a julho houve alta de 5,3%.

No acumulado dos oito meses do ano, os fabricantes produziram pouco mais de 2,08 milhões de unidades, uma queda de 18% em comparação com igual período de 2013.

Contudo, o que frustrou o setor automotivo foi o recuo nas vendas de unidades novas. De acordo com a Anfavea, entre julho e agosto ocorreu uma retração de 7,6%, um resultado “abaixo da expectativa”, segundo o presidente da entidade, Luiz Moan. No comparativo anual, a queda é de 17,2%.

Para esse resultado ruim, Moan elencou três fatores: agosto teve um dia útil a menos do que julho; as iniciativas do governo para maior liberação de crédito começaram a surtir mais efeito apenas na última semana do mês; e a “fatores externos” que conturbaram o setor.

Questionado sobre quais fatores seriam esses, Moan foi enfático. “A morte do ex-candidato à presidência, Eduardo Campos”. O presidente da Anfavea afirmou que, devido ao clamor causado pelo trágico falecimento do político, toda a cadeia industrial – sobretudo no Nordeste – foi abalada.

Expectativas para o fim do ano

A Anfavea não realizou mudanças nas projeções para o semestre e para o ano. De acordo com Moan, os próximos dois meses serão cruciais para uma melhora da cadeia produtiva. E ele fez questão de afirmar que as notícias mais recentes sobre investimentos no setor (aporte de US$ 6,5 da GM e a nova fábrica da Cherry em São Paulo) demonstram que a indústria deve voltar ao patamar de crescimento.

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