Cesta básica fica mais barata em 18 capitais, segundo Dieese

Por Tercio Braga
No acumulado do ano, 13 capitais registraram alta | Piton / A Cidade / Futura Press No acumulado do ano, 13 capitais registraram alta | Piton / A Cidade / Futura Press

O preço dos produtos que compõem a cesta básica recuou em agosto pelo segundo mês consecutivo, nas 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira, as maiores quedas foram registradas em Manaus (-7,69%), Aracaju (-3,84%) e Fortaleza (-2,96%). O menor recuo foi observado em Vitória (-0,48%).

Florianópolis foi a cidade onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 340,62), seguida por São Paulo (R$ 337,80) e Vitória (R$ 329,13). Os menores valores foram verificados em Aracaju (R$ 230,52), Salvador (R$ 266,34) e João Pessoa (R$ 268,87).

Em agosto, a queda no valor da cesta básica foi influenciada pelo comportamento dos preços do óleo de soja, batata, feijão, tomate e farinha de mandioca. No entanto, a carne e o leite subiram na maior parte das cidades pesquisadas.

No ano

No acumulado dos primeiros oito meses deste ano, 13 capitais registraram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Florianópolis (6,67%), Aracaju (6,34%) e no Recife (5,93%). As reduções foram verificadas em Campo Grande (-4,29%), Belo Horizonte (-2,80%) e Manaus.

Salário mínimo

Com base no custo apurado para a cesta mais cara, a de Florianópolis, e considerando que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o Dieese estima que, em agosto, o salário mínimo deveria ser de R$ 2.861,55, ou seja, 3,95 vezes o mínimo em vigor – de R$ 724,00.

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