Greve nacional na Argentina busca melhorias salariais

Por Nadia
Temas centrais da paralisação são a queda do emprego, imposto sobre renda e a alta inflação | Enrique Marcarian/Reuters Temas centrais da paralisação são a queda do emprego, imposto sobre renda e a alta inflação | Enrique Marcarian/Reuters

Com bloqueios de ruas começou nesta quinta-feira, na Argentina, a segunda greve nacional do ano, convocada pelas três centrais operárias opositoras à presidente Cristina Kirchner, que buscam paralisar o país exigindo melhorias salariais, num momento em que a economia está em declínio.

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O governo afirma que os sindicatos opositores que convocaram a greve e que prometem mais ações de força para setembro buscam obter ganhos políticos.

Bloqueios e piquetes nos acessos principais a Buenos Aires e ao centro da capital, onde milhares de pessoas trabalham, foram organizados pelos grupos sindicais mais radicais desde a meia-noite desta quinta-feira para impedir a passagem de alguns transportes públicos, como táxis e ônibus que não aderiram à greve.

Os temas centrais da greve são a queda do emprego, um imposto sobre a renda que afeta grande parte da massa trabalhadora e uma inflação incontrolável que é vivida em um clima de incerteza financeira pelo bloqueio judicial de pagamentos da dívida nos Estados Unidos, que empurrou a terceira economia da América Latina a um default seletivo.

Maquinistas de trens, bancários, portuários, trabalhadores aeronáuticos, funcionários de hospitais públicos e caminhoneiros são alguns dos poderosos sindicatos que interromperam as atividades por 24 horas nesta quinta-feira e se somaram a outros sindicatos que, na quarta-feira, começaram uma greve por 36 horas.

Os sindicatos denunciam que a inflação anual superior a 30% castiga sem piedade os bolsos dos trabalhadores, num momento em que a taxa de desemprego cresceu de 7,1% a 7,5%.

Durante o dia não são esperadas manifestações ou concentrações na capital.

Paralisação nos aeroportos

Todos os voos da companhia aérea argentina Aerolíneas com destino a São Paulo, previstos para hoje, permanecem cancelados por causa da greve geral no país vizinho. As informações são da repórter Ana Nery, da BandNews FM.

Os passageiros foram avisados da suspensão e orientados a reprogramar a viagem.

Seis voos da TAM programados para esta quinta-feira, saindo de Guarulhos em direção a Buenos Aires, foram cancelados pela empresa área por causa da greve geral anunciada na Argentina. O mesmo aconteceu com os voos da Gol. A companhia aérea cancelou outros dois voos, também para o Aeroparque, em Buenos Aires. Já a Latam cancelou quatro voos para Ezeiza, na Grande Buenos Aires.

A empresa promete dar assistência necessária aos passageiros dos voos cancelados e informa que todos podem remarcar os bilhetes com isenção das taxas de remarcações e diferença de tarifa.

Caso queiram, a TAM diz que os passageiros podem, ainda, solicitar o reembolso integral dos tickets.

Já os clientes com voos para outros aeroportos da Argentina também programados para hoje podem alterar os bilhetes até o dia 10 de setembro sem custos de taxa de remarcação.

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