Juro bancário dos consumidores é o maior desde 2011

Por lyafichmann
Inflação e juro alto diminuem intenção de compras  | Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr A taxa ao consumidor, que estava em 41,6% ao ano em março, subiu para 43,2% ao ano em julho | Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Os juros cobrados dos consumidores subiram em julho pelo sétimo mês consecutivo. No mês passado, a taxa média do crédito livre ficou em 43,2% ao ano, o maior patamar desde março de 2011, segundo dados do Banco Central.

A taxa do cheque especial registrou uma das maiores altas. Entre junho e julho, passou de 171,5% para 172,4% ao ano, a maior taxa desde janeiro de 2011.

A elevação dos juros cobrados pelos bancos ocorre mesmo com a manutenção da Selic, que serve de referência para as demais taxas do mercado. Em maio e em julho, a Selic foi mantida pelo BC em 11% ao ano, após um ciclo de alta.

Com a interrupção das elevações da Selic, a taxa de captação dos bancos, que estava em 12,5% ao ano março, recuou para 11,5% ao ano. Mesmo assim, as instituições financeiras continuaram elevando os juros cobrados dos clientes. A taxa ao consumidor, que estava em 41,6% ao ano em março, subiu para 43,2% ao ano em julho.

O saldo total de operações de crédito no país registrou o sétimo mês consecutivo de desaceleração, com alta de 11,4% em relação ao mesmo período de 2013. No fim de 2013, o crédito crescia a uma taxa de quase 15%.

Para este ano, o BC projeta 12% de expansão no estoque de crédito. Com a atividade econômica perdendo força, o governo anunciou na última quarta-feira um pacote de medidas para estimular os bancos a ofertarem mais crédito, numa ação conjunta entre o BC e o Ministério da Fazenda.

Do lado do BC, foram anunciadas medidas com potencial para injetar mais R$ 25 bilhões na economia envolvendo, entre outros, os compulsórios sobre depósitos a prazo. Somando ações semelhantes adotadas no fim de julho, a autoridade monetária abriu espaço para que entrem R$ 70 bilhões no mercado de crédito.

Brasileiros estão mais endividados 

O percentual de famílias brasileiras com dívidas passou de 63% em julho para 63,6% em agosto, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Em agosto do ano passado, o percentual estava em 63,1%.

“Apesar da moderação observada no consumo das famílias, o crescimento de algumas modalidades de crédito, sobretudo o financiamento imobiliário, tem mantido o nível de endividamento em patamares elevados”, afirma Marianne Hanson, economista da CNC.

Os inadimplentes somam 19,2% das famílias brasileiras. O percentual está acima do observado em julho (18,9%), mas abaixo do percentual de agosto do ano passado (21,8%).

20140827_SP10_taxa-de-juros

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo