Brasil deve ter R$ 2,1 bi em receitas extras na Copa

Por fabiosaraiva
Belgium fans cheer before the 2014 World Cup Group H soccer match between Belgium and South Korea at the Corinthians arena Torcedores belgas durante a Copa no Brasil | Reuters

A realização da Copa do Mundo, entre 12 de junho e 13 de julho, deve gerar receitas extras de estrangeiros no Brasil de US$ 950 milhões (R$ 2,1 bilhões), segundo estimativa do chefe do Departamento Econômico do BC (Banco Central), Tulio Maciel.

Desse total de ganhos, cerca de US$ 700 milhões (R$ 1,6 bilhão) são das receitas das viagens dos estrangeiros no Brasil, em junho, julho e agosto. Maciel ainda espera algum efeito da Copa, porque parte das despesas dos estrangeiros foi feita no cartão de crédito, com pagamento da fatura este mês. Mais US$ 150 milhões (R$ 341 milhões) devem vir das receitas com transporte aéreo.

Nesta sexta-feira, o BC informou que as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 789 milhões (R$ 1,7 bilhão) em julho, contra US$ 540 milhões (R$ 1,2 bilhão) no igual mês do ano passado.

As despesas de brasileiros em viagens no exterior também aumentaram em julho, mesmo com a realização da Copa no país, chegando a US$ 2,415 bilhões (R$ 5,4 bilhões), em julho, o maior resultado registrado pelo BC na série histórica mensal, iniciada em 1995. Nos sete meses do ano, os gastos no exterior alcançaram US$ 14,9 bilhões (R$ 33,9 bilhões), contra US$ 14,403 bilhões (R$ 33,9 bilhões) em igual período de 2013.

Maciel argumentou que essas despesas já chegaram a apresentar crescimento acima de 20%, na comparação anual e agora o crescimento está em 3,5%. “Houve acomodação em viagem internacional”, disse Maciel. Ele lembrou que o efeito da cotação do dólar é fundamental para as decisões dos brasileiros gastarem no exterior.

A conta de viagens internacionais, formada pelas receitas e despesas, é um dos itens das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo. Em julho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 6,018 bilhões (R$ 13,6 bilhões), ante US$ 8,969 bilhões (R$ 20,2 bilhões) em igual mês do ano passado. De janeiro a julho, o saldo negativo ficou em US$ 49,330 bilhões (R$ 112,3 bilhões), contra US$ 52,150 bilhões (R$ 118,7 bilhões) nos sete meses de 2013.

Em julho, o saldo positivo da balança comercial ajudou a reduzir o déficit das transações correntes. O superávit comercial (exportações maiores que as importações) chegou a US$ 1,574 bilhão (R$ 3,4 bilhão) no mês passado, reduzindo o déficit comercial para US$ 918 milhões (R$ 2 bilhões) nos sete meses do ano. “Grande parte disso se deve às exportações. Petróleo, soja, minério de ferro têm sido relevantes nesse quadro da balança comercial. [A balança comercial] foi preponderante nesta evolução das contas externas em julho”, disse Maciel.

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