Governo estuda adiar alta de imposto sobre cerveja

Por lyafichmann
Aumento de tributo foi adiado para segurar inflação | Ale Silva/Futura Press Aumento de tributo foi adiado para segurar inflação | Ale Silva/Futura Press

O governo federal pode adiar, mais uma vez, o aumento de impostos sobre bebidas frias, previsto para entrar em vigor no mês que vem. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, disse que não há “interesse” do governo federal em elevar os tributos sobre cervejas e refrigerantes “nos próximos dias”.

“Nós fizemos uma negociação com o setor de bebidas no sentido de que eles iam aumentar o consumo [durante a Copa do Mundo] e com isso compensariam e não teria aumento. Depois da Copa, vai se ver. Mas não se tem nos próximos dias nenhum interesse em fazer [isso]. Nós vamos cumprir o acordo feito com o setor”, disse Dilma, após visita à hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO).

Segundo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo não desistiu de elevar os tributos para cervejas e refrigerantes, mas ainda vai discutir o assunto com o setor. A reunião entre representantes do setor e o ministro deve ocorrer entre esta semana e a próxima.

O aumento de impostos estava previsto para ocorrer em 1º de junho, às vésperas da Copa do Mundo. Em maio, no entanto, Mantega anuncio que o adiamento do reajuste para início a partir de setembro, depois de uma ameaça do setor e bares e restaurantes de elevar em até 12% os preços de bebidas. Na época, o governo previa um aumento parcelado do imposto.

Segundo o jornal “Estado de S. Paulo”, estudos técnicos da Receita Federal apontam para um reajuste médio de 15% no imposto sobre o setor. Um novo adiamento teria como objetivo evitar pressões adicionais sobre a inflação, além de evitar um desgaste político às vésperas das eleições.

Por outro lado, o aumento do tributo ajudaria o governo a fechar as contas em 2014. O reajuste ampliaria em R$ 1,5 bilhão a arrecadação do ano. Até junho, as contas do setor público registraram o pior resultado da história. O superavit primário, a economia feita para pagar os juros das dívida, somou, no período, R$ 29,38 bilhões, o representa a 30% da meta para 2014 fechado.

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