Com serviços e setor público, Brasil criou 1,49 milhão de empregos em 2013

Por fabiosaraiva
Houve desaceleração com queda de atividade, diz Manoel Dias | Valter Campanato/ABR Houve desaceleração com queda de atividade, diz Manoel Dias | Valter Campanato/ABR

O Brasil criou 1,49 milhão de vagas formais de trabalho nos setores público e privado em 2013, um salto de quase 30% em relação ao fraco desempenho de 2012. Com isso, ao final de 2013, o Brasil tinha 48,948 milhões trabalhadores com vínculo empregatício, 3,14% a mais que em 2012.

Os dados são da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que além do setor privado, incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários.

“Estamos gerando emprego. É claro que houve desaceleração com a queda da atividade econômica, mas não há sinalização de que iremos parar de gerar emprego no Brasil”, afirmou o Ministro do Trabalho, Manoel Dias.

A Rais 2013 mostrou ainda que o rendimento médio do trabalhador teve alta real de 3,18% a R$ 2.266.

Em 2013, os setores que mais contribuíram para a geração de empregos formais foram o de serviço, com 558,6 mil novas vagas, comércio, com 284,9 mil empregos, e a administração pública, com 403 mil novos postos.

O destaque ficou com a administração pública, com alta de 4,51% frente a 2012, puxada pelo início dos mandados municipais em 2013, renovando a abertura de postos nessa esfera de governo.

 

Perda de fôlego

O mercado de trabalho  vem perdendo o fôlego em função da economia fraca. Diante dessa conjuntura, o Ministério cortou para 1 milhão a previsão de geração de postos formais no setor privado neste ano, ante a projeção anterior entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de vagas. No ano até junho, os empregos somaram 493 mil, o pior desempenho para o período desde 2009, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

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